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Entenda como a fase crítica da pandemia de Covid-19 pode ter sido superada em SP

Crédito: Reprodução YouTube

Apesar da flexibilização na capital paulista, o novo coronavírus ainda avança pelo interior do Estado. De acordo com o governo, até o momento, nove regiões estão na fase vermelha do Plano São Paulo.

No entanto, o governo estadual divulgou dados a partir da última sexta-feira (30) que pode animar os cidadãos paulistas. A média de morte, por exemplo, vem caindo na última semana, 12,5% para ser exato.

O secretário-executivo do Centro de Contingência ao Coronavírus, João Gabbardo, apontou que a expectativa é de mais queda no número de morte por Covid-19 nas próximas semanas.

Outro membro do comitê que está otimista é o coordenador do Centro de Contingência ao Coronavírus, Paulo Menezes. Ele acredita que apesar do momento em que o interior paulista está vivenciando, o isolamento social praticado nestas regiões trará bons resultados.

“Como praticamente todo o interior está no vermelho [fase vermelha], aumentando o distanciamento social, aumentando a consciência das pessoas da importância de manter o distanciamento, usar as máscaras, eu acredito que nas próximas semanas nós vamos começar a ver uma progressiva melhora em todo o Estado”.

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Conforme apuração do UOL, apontamentos podem justificar a expectativa positiva do governo estadual.

Queda do número de mortes

Além da diminuição de 12,5% nos último sete dias, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, explicou que houve uma estabilização na quantidade de vítimas fatais.

“Temos algumas regiões de São Paulo, principalmente a metropolitana, onde há um indicativo de que não só atingimos o platô, como estamos começando a ter uma redução progressiva no número de casos e óbitos. Essa situação também está sendo observada na região da Baixada”, declarou Paulo, coordenador do Centro de Contingência ao Coronavírus.

Estabilidade nas internações

Houve também uma estabilidade na média de internações, na qual a Baixada Santista obteve os melhores números.

“Quando a gente mostra os casos diários nós combinamos os casos chamados agudos, detectados por PCR, com os casos detectados por testes sorológicos, que são casos que ocorreram algum tempo atrás. Então, quando a gente olha só os casos agudos, a gente vê uma situação de estabilização progressiva no número de casos por dia”, disse Paulo Menezes.

Estabilidade também nos casos no Estado

Conforme dados da universidade norte-americana Johns Hopkins, São Paulo só perder para Nova York como estado com maior número de infectados pelo novo coronavírus. Entretanto, elementos divulgados pelo governo indicam a estabilização.

Queda de 144 mortes na comparação semanal

Finalizada no último domingo (28), a semana 26 da pandemia constatou um queda de 144 óbitos se comparada a semana anterior. Ao todo, na semana 25 foram 1.913 mortes, já na semana seguinte foram 1.769 óbitos.

“Isto traz como resultado o menor aumento percentual de toda a série histórica”, afirmou João Gabbardo, secretário-executivo do Centro de Contingência ao coronavírus.

Pior semana da pandemia deve ter queda de mortes

Apesar da literatura científica apontar que a 27ª semana de uma pandemia é a mais crítica, segundo João Gabbardo, o secretário diz que a semana deve terminar com queda no número de mortes.

“A 27ª semana historicamente é a semana onde temos maior o número de casos de internação por doença respiratória aguda. Sempre é onde existe uma pressão maior sob o sistema de saúde.(…) O acompanhamento que nós estamos fazendo desta semana que começou no domingo, nós temos segunda, terça e quarta, nestes quatro dias computados temos expectativa que teremos um número menor que semana passada. Ou seja, na semana 27 provavelmente tenhamos menor número de óbitos comparado à semana 26. E teremos ultrapassado a semana mais ameaçadora para a saúde”.

“Se não acontecer alguma coisa inesperada em determinado local, a expectativa que temos é, sim, nas próximas semana termos uma redução no número de novos casos”.

Terça sem recordes

O último mês de junho ficou marcado por recordes negativos em relação à Covid-19. O crescimento do número de mortes se tornou rotina nas coletivas no Palácio dos Bandeirantes.

Mas, na última terça-feira (30), foram registrados 365 novos óbitos em apenas um dia. Apesar do número, o dado é inferior as 434 mortes pela doença divulgadas sete dias antes.

O posicionamento do comitê também foi alterado. O “fique em casa” dito repetidas vezes durante as coletivas foi substituído por “use máscara”.

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