Comportamento

Enfermeira que cuidou de Boris Johnson se demite em protesto contra governo

Crédito: 10 Downing Street/AFP/Arquivos

Enfermeira que cuidou de Boris Johnson se demite em protesto contra governo (Crédito: 10 Downing Street/AFP/Arquivos)


Uma enfermeira que atendeu Boris Johnson no ano passado, quando o primeiro-ministro britânico foi hospitalizado por covid-19, anunciou nesta terça-feira (18) sua demissão da saúde pública, denunciando a falta de respeito do governo por sua profissão.

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A neozelandesa Jenny McGee, que tratou do líder conservador em abril de 2020 no Hospital St Thomas de Londres, fez este anúncio como parte de um documentário da emissora britânica Canal 4, que vai ao ar em 24 de maio, mas que teve trechos antecipados.

“Muitos enfermeiros tiveram a impressão de que o governo não foi eficaz” na gestão da pandemia, comentou ela, denunciando a “indecisão” e as “mensagens contraditórias”.

Agora “não estamos recebendo o respeito ou o salário que merecemos”, acrescentou, referindo-se ao aumento de apenas 1% este ano na remuneração do pessoal de saúde na Inglaterra, uma decisão que gerou fortes protestos.

“Isso me enoja”, assegurou a profissional, “por isso apresentei a minha demissão”.

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Em um comunicado divulgado por meio de seu hospital, McGee explicou que havia decidido deixar o emprego após o ano “mais difícil” de sua carreira, mas que esperava voltar no futuro.

Ela afirmou que vai partir em uma missão no Caribe antes de passar férias em seu país natal.

Depois de ter recebido alta da unidade de terapia intensiva de St. Thomas, o primeiro-ministro conservador agradeceu em um vídeo a dois enfermeiros em particular, “Jenny” e o português “Luis”, sem os quais “tudo poderia ter sido diferente”.

Johnson reconheceu que chegou a temer por sua vida.

Como McGee, muitos trabalhadores de saúde britânicos agora se sentem decepcionados com o Executivo depois de serem aplaudidos pelo público no início da pandemia e após longos meses de alta pressão em hospitais saturados de pacientes com covid-19.

País mais atingido da Europa pela pandemia, o Reino Unido registrou mais de 127.600 mortes confirmadas por esta doença.

Um estudo recente da British Medical Association com 2.100 trabalhadores da saúde constatou que mais de um em cada cinco pretende deixar o NHS, o sistema público de saúde britânico, e mudar de carreira devido a um ano de intenso estresse e exaustão.

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