Endrick é o nome mais pedido entre os titulares na seleção brasileira de Dorival Júnior. Ainda aguardando a tão sonhada oportunidade de começar uma partida – o Brasil estreia na Copa América diante da Costa Rica, na segunda-feira, em Los Angeles – o garoto prodígio de somente 17 anos adota o discurso de atleta de grupo, deixa claro não ter pressa para assumir a vaga, apesar de querer “sempre estar jogando”, e diz que a equipe nacional está acima do desejo de qualquer nome convocado.

Questionado nesta sexta-feira se já sabe quando será titular pela primeira vez na seleção brasileira, ele surpreendeu na resposta. Mas mostrou bastante humildade para reconhecer que ainda aguarda por sua oportunidade.

“Somente Deus sabe (quando será titular) e agradeço muito a Deus por estar aqui. O treinador Abel (Ferreira, do Palmeiras), soube o tempo de me colocar. Sou cristão e espero o tempo de Deus e do professor Dorival. Fico na minha, trabalhando e esperando. A seleção é maior que todo mundo e ninguém precisa ultrapassar etapas”, afirmou Endrick.

“(Vou ser titular) no tempo certo. Lógico que quero ajudar, mas pode ser com uma dica, nas resenhas, nos treinos, entrando… Vou esperar o tempo de Deus e de Dorival. Agradeço a ele por ter me convocado e por estar aqui. Sei que ele está fazendo a melhor coisa para o Brasil, não para Endrick, Vini Jr. ou Rodrygo e creio que está fazendo certo.”

O atacante que defenderá o Real Madrid após a Copa América revelou que a todo momento está conversando com o treinador, mas que ainda não recebeu a aguardada notificação de que será titular.

“Quero jogar, ajudar do jeito que for, de meia, atacante, onde ele ver que eu possa ajudar. A gente conversa todos os dias, no almoço, no treino, quando acaba, troca resenha, brinca, fala de jogos, coisas legais, e fico feliz de estar aqui. São jogadores espetaculares, e todos os atacantes estão em condições. Sempre coloquei na cabeça que nem sempre tem um time titular. Vou trabalhar, quero ajudar, não sei como, e quando entrar vou dar minha vida pelo Brasil.”

Inscrito com a camisa 9, uma indicação de que poderá estar entre os titulares, Endrick minimiza a pressão de herdar o pesado número. “Fico feliz, é um número que todo atacante sonha em vestir, mas não ligo para número, quero estar jogando, pode ser com a 21 ou o 16, o que quero é poder ajudar equipe”, explicou.

“São dois caras que jogam ali (de centroavante), eu e o Evanilson, estamos treinando muito. A gente fez uma boa partida contra e México, o gol é muito importante, mas nada mais que a seleção, que o Brasil. Lógico que se a gente sair cara a cara, se um companheiro estiver bem do lado, vamos passar. É maravilhoso marcar gols, pude fazer contra a Inglaterra, a Espanha e o México e foi muito gostoso. Quero me destacar com gols, assistências ou fora de campo.”

O atacante revelou, ainda, que mudou a maneira de como se avalia na função de jogador de futebol e vem tirando o peso de suas costas. “Tinha aquilo na cabeça que precisava sempre fazer gols, para deixar todo mundo feliz. Depois que mudei minha cabeça, não ligo mais para a pressão, para o que vocês vão falar, o que pensam, o que comparam… E sim o que minha família pensa, se estão feliz. Eles vibram quando faço gols, então realmente não ligo pela pressão e quero fazer minha família e meu irmãozinho feliz. Só quero saber deles na minha vida.”