Economia

Endividamento dos americanos continua a subir, diz Fed de NY

Endividamento dos americanos continua a subir, diz Fed de NY

O endividamento dos consumidores americanos continuou a subir no terceiro trimestre - AFP/Arquivos

O endividamento dos consumidores americanos continuou a subir no terceiro trimestre, superando o recorde estabelecido nos três meses anteriores, em meio a sinais de risco, afirmou o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) de Nova York nesta terça-feira (14).

A inadimplência nos cartões de crédito e no financiamento de automóveis está crescendo.

Os empréstimos para compra de veículos mantiveram a expansão, chegando ao segundo nível mais alto em mais de uma década, de acordo com o último relatório trimestral.

A dívida total das famílias americanas saltou 116 bilhões, quase 1%, a pouco menos de 13 trilhões de dólares, superando o trimestre entre abril e junho, que foi o mais alto desde o começo da crise financeira global em 2008.

O volume da dívida que está em atraso – com pagamentos mais de 90 dias após o vencimento – aumentou ligeiramente, a 4,9%.

As hipotecas representam a maior parte dos empréstimos, a 8,7 trilhões de dólares, uma alta de 52 bilhões ante o trimestre anterior. As dívidas de empréstimos estudantis chegam a 1,4 trilhão, alta de 13 bilhões.

Mas o mercado de financiamento de automóveis chama atenção particularmente pelo crescimento há anos das taxas de inadimplência, especialmente entre devedores com notas de créditos mais baixas.

As dívidas com automóveis subiram 23 bilhões no trimestre, a um total de 1,2 trilhão, enquanto as dívidas dos cartões de crédito tiveram alta de 24 bilhões de dólares, a 808 bilhões, disse a nota.

Os funcionários estão buscando sinais de que consumidores ou instituições financeiras estejam sobrecarregados.

“Os fluxos de inadimplência em vários tipos de dívida subiram neste trimestre, inclusive para empréstimos de automóveis”, disse Wilbert van der Klaauw, vice-presidente sênior do Fed de Nova York.

A taxa de inadimplência para empréstimos de automóveis subiu para 4%. Para os cartões de crédito, aumentou a 7,5%.