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Empresas sabiam que fator de segurança de barragem estava abaixo do recomendável

Pelo menos desde 2017 era de conhecimento da TÜV SÜD e da Vale que o fator de segurança da barragem 1 da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, estava abaixo do recomendável e que isso apontava para um potencial comprometimento de sua estrutura, disse nesta terça-feira, 21, em entrevista coletiva o delegado da Polícia Civil de Minas e membro da força-tarefa que investigou a tragédia, Eduardo Vieira Figueiredo.

Segundo ele, o fator mínimo de 1.3 para a declaração de condição de estabilidade não estava sendo cumprido. Se isso tivesse sido admitido pelas empresas, o correto pela legislação da Agência Nacional de Mineração (ANM) seria acionar o Plano de Ação por Emergência das Barragens (PAEBM).

“Isso significaria no mínimo o poder público ter conhecimento da criticidade daquela barragem e atuar. Se não fosse evitada, no mínimo a tragédia seria atenuada”, afirmou.

O delegado afirmou que, em lugar de comunicar o problema as empresas começaram a discutir medidas para melhoria do fator de segurança da barragem, mas elas não foram efetivas. Sem a comunicação, não foi possível chegar ao ponto de remover as pessoas da chamada zona de autosalvamento antes do rompimento. “Pelo conjunto de ações e omissões, os denunciados acabaram demonstrando assunção de risco de um resultado que acabou ocorrendo”, disse.

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