Empresas estrangeiras devem se ‘autoverificar’ sobre conformidade com regras de diversidade de Trump

Os Estados Unidos não planejam verificar se as empresas estrangeiras estão de acordo com seus programas de diversidade, mas precisam que certas empresas se autocertifiquem sobre a conformidade com as novas regras dos EUA, disseram duas de suas principais embaixadas europeias nesta quarta-feira (2), após um furor sobre um aparente alerta enviado às empresas europeias.

As empresas de países europeus, como França, Bélgica e Dinamarca, receberam e-mails perguntando sobre a existência de programas internos de combate à discriminação.

Os e-mails, enviados a empresas que têm negócios com os Estados Unidos ou pretendem ter, incluíam um questionário solicitando que se certificassem que “não têm programas para promover diversidade, igualdade e inclusão”.

O questionário observa que tais iniciativas “violam as leis federais de combate à discriminação” nos Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, assinou um decreto proibindo esses programas assim que assumiu o cargo para um segundo mandato, em janeiro.

“As missões [diplomáticas] americanas atualmente revisam seus contratos e subsídios para garantir a conformidade com os recentes decretos da Casa Branca” sobre discriminação e inclusão, afirmaram à AFP as embaixadas dos Estados Unidos na França e na Alemanha.

“Nenhuma verificação foi solicitada, além de pedir aos empresários […] que certificassem sua conformidade [com a legislação americana]. Em outras palavras, simplesmente pedimos que eles preenchessem um documento suplementar”, explicaram as missões diplomáticas.

Programas de promoção da diversidade, igualdade e inclusão destinados a oferecer oportunidades para pessoas negras, mulheres e outros grupos historicamente marginalizados são amplamente criticados por Trump e seus apoiadores, que os consideram injustos.

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