Empresário Ivo Vel Kos vira réu por agredir esposa em São Paulo

Justiça mantém prisão preventiva e concede medidas protetivas à vítima, que relata histórico de violência

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Foto: Imagem ilustrativas

O empresário Ivo Vel Kos, preso por agredir a esposa na capital paulista, responderá por lesão corporal e ameaça. A Justiça acatou a denúncia da promotora de Justiça Fabíola Sucasas e o tornou réu nesta terça-feira (18). A Vara do Foro Central de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher também negou o pedido da defesa para converter a prisão preventiva em domiciliar.

  • Empresário Ivo Vel Kos vira réu por lesão corporal e ameaça contra a esposa, na capital paulista.
  • A Justiça negou o pedido da defesa para converter a prisão preventiva em domiciliar, mantendo a prisão preventiva do agressor.
  • A vítima, Giulia Falcão, relatou um histórico de agressões, e a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência em seu favor.

A agressão ocorreu na noite de 14 de maio, quando o casal retornava de um jantar em Pinheiros, zona oeste da cidade de São Paulo. A discussão escalou ainda no carro, momento em que Kos desferiu diversos socos no rosto e no corpo da cirurgiã-dentista Giulia Falcão.

Detalhes da agressão e intervenção judicial

Segundo os relatos de Giulia, a violência prosseguiu na residência do casal. Ela foi atingida na mão com um taco de beisebol e ameaçada com um dispositivo de choque elétrico.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) detalhou o ocorrido: “Quando ela tentou pedir socorro pelo celular, o aparelho foi retirado pelo acusado. Em seguida, ao tentar deixar o imóvel, a mulher sofreu ameaças de morte caso saísse da residência. Ela conseguiu fugir e pedir ajuda a vizinhos, que acionaram a Polícia Militar”.

O laudo de exame de corpo de delito, conforme o MPSP, apontou lesões leves na vítima, incluindo edemas e equimoses no rosto, região dos olhos e nariz, além de um ferimento na mão direita.

Por que a denúncia foi aceita?

A promotoria embasou a denúncia em um conjunto de provas robustas.

“Para oferecer a denúncia, a promotoria considerou, além do relato da vítima, as lesões constatadas pelos policiais que atenderam a ocorrência, a admissão do próprio investigado de que havia dado um soco no rosto da mulher e os laudos periciais.”

O MPSP também informou que a cirurgiã-dentista relatou que este não foi um incidente isolado. Existia um histórico prévio de agressões, ameaças de morte, controle, perseguição e episódios de enforcamento, sufocamento e estrangulamento. Esta revelação ressalta a gravidade e a recorrência da violência sofrida pela vítima.

Medidas protetivas e o risco de morte

Com base na análise da escalada das agressões e na percepção clara de que a vítima corria risco de morte, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência. Elas determinam que o empresário não mantenha contato com a mulher por qualquer meio — eletrônico, pessoalmente ou via terceiros. A decisão também estabeleceu uma distância mínima de 300 metros da vítima, de sua residência, local de trabalho e de familiares.

A Justiça garantiu ainda o retorno de Giulia à casa onde vivia com o agressor. Após a prisão em flagrante, familiares do acusado teriam trocado as fechaduras da residência do casal, impedindo a entrada da dentista. Seu carro e todos os seus pertences permaneciam no local.

A juíza Carla Balestreri considerou a atitude de impedir o acesso da mulher à sua própria residência e a privação de seus bens como violência psicológica e patrimonial. Dessa forma, determinou seu retorno ao lar e a restituição do carro e dos objetos. O pedido de prisão domiciliar do empresário foi rejeitado, pois a documentação apresentada pela defesa não comprovou a condição de saúde exigida pela legislação para a substituição da prisão preventiva, conforme esclareceu o MPSP.