Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

O advogado Luís Felipe Belmonte, vice-presidente do partido que Jair Bolsonaro (sem partido) quer criar, o Aliança pelo Brasil, disse à Folha que a equipe de Jair Renan Bolsonaro, filho 04 do presidente da República, lhe pediu ajuda financeira para abrir uma empresa.

Segundo Belmonte, foram solicitados a ele uma quantia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil para contribuir com a montagem da Bolsonaro Jr Eventos e Mídia, mas que o valor não foi depositado. O advogado disse que o pedido foi feito por Allan de Lucena, ex-sócio de Renan no negócio e também seu ex-personal trainer.

Ainda de acordo com a Folha, Allan negou a versão do advogado por meio de sua defesa, e disse que Belmonte ofereceu a ajuda financeira com o objetivo de estreitar relações com o presidente da República. Ele também diz que o dinheiro foi repassado e pago à arquiteta que assinou o projeto da empresa de Renan, que assinou contrato e emitiu nota fiscal pelo serviço.

“Com relação a Renan Bolsonaro ou à empresa dele, tenho a declarar que à época realmente ele pediu um auxílio na constituição da empresa, o que eu até havia acordado. Tenho múltiplas atividades e havia falado em contribuir”, disse Belmonte à Folha.

Ele não explicou porque o dinheiro não foi transferido, negou o repasse à arquiteta informado por Allan e também que tenha oferecido dinheiro para se aproximar de Bolsonaro.

“Estávamos já fazendo o partido [Aliança pelo Brasil]. Não teria sentido eu fazer isso pra me aproximar de uma coisa que eu já estava fazendo”, disse Belmonte.

A Folha procurou Renan para comentar o caso, mas ele não respondeu. A empresa é investigada pela Polícia Federal a pedido do Ministério Público Federal, sob suspeita de tráfico de influência junto ao governo federal.