A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, foi presa na manhã desta quinta-feira, 7, em Teresina, no Piauí, sob a acusação de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida em Paço Lumiar, na Grande São Luís, Maranhão. O mandado de prisão preventiva, expedido durante a madrugada pela Justiça maranhense, foi cumprido enquanto a empresária tentava fugir da capital piauiense. Ela é investigada pelos crimes de tortura, lesão corporal, ameaça e constrangimento ilegal.
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O que aconteceu
- Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, empresária maranhense, é presa no Piauí acusada de torturar empregada doméstica grávida.
- As agressões teriam ocorrido após a acusação de furto de um anel e contaram com a suposta participação de um PM.
- A defesa da empresária alega que a viagem a Teresina não foi fuga, mas necessidade de apoio familiar para o filho.
De acordo com a Polícia Civil do Maranhão, a empresária foi localizada durante uma tentativa de fuga. A Polícia Civil do Piauí informou que, ao chegar ao endereço de um tio da mulher em Teresina, ela já havia saído com o marido e o filho do casal, de 6 anos. A família foi então abordada em um posto de combustíveis, onde Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi detida. Ela será transferida para o Maranhão em uma aeronave.
A defesa da empresária
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Nathaly Moraes, advogada da empresária, afirmou que Carolina “vai cumprir integralmente as ordens judiciais”. Moraes destacou que a defesa técnica será apresentada e que a cliente não tem interesse em se omitir. “Vai pagar pelo que deve, dentro do processo legal, e fazer as reparações tanto na esfera cível quanto na criminal”, disse a advogada.
A advogada ainda explicou que a viagem de Carolina para Teresina não teve como objetivo a fuga, mas sim a busca por apoio familiar, já que não possui parentes em São Luís e precisava de alguém de confiança para cuidar do filho.
Quais são os outros envolvidos no caso?
O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de envolvimento nas agressões à empregada doméstica, também foi preso nesta quinta-feira em São Luís. Ele está respondendo a um procedimento administrativo instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar para apurar sua conduta e responsabilidade no caso. O Estadão, que acompanha o caso, tenta localizar a defesa do PM.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que “as investigações seguem em andamento para a completa apuração dos fatos, identificação de todos os envolvidos e adoção das medidas cabíveis”.
Detalhes da investigação
Conforme a investigação, a empresária agrediu a trabalhadora doméstica, uma jovem de 19 anos grávida de cinco meses, após acusá-la de furtar um anel em sua residência. A vítima relatou à polícia ter sofrido puxões de cabelo, socos e ter sido jogada no chão. As agressões teriam continuado mesmo depois de o anel ser encontrado em um cesto de roupas sujas.
A jovem também afirmou à polícia que um homem, supostamente o policial militar, auxiliou a empresária nas agressões. Áudios presentes no inquérito revelam a empresária narrando a violência contra a doméstica e expressando o desejo de que a jovem “não tivesse saído viva”. A empresária também teria ameaçado a empregada de morte caso ela denunciasse as agressões.
** Com informações do Estadão Conteúdo