Brasil

Empresa terá de pagar R$ 60 mil a Dilma por chamá-la de burra em publicidade

Empresa terá de pagar R$ 60 mil a Dilma por chamá-la de burra em publicidade

A ex-presidente Dilma Rousseff durante visita a Paris - AFP

A ex-presidente Dilma Rousseff será indenizada em R$ 60 mil por decisão judicial após uma peça publicitária da empresa Estratégia Concursos Ltda chamá-la de burra.

Na decisão proferida pela juíza Gislene Rodrigues Mansur, da 17ª Vara Cível da capital mineira, a magistrada explicou que é necessário anuência para o uso da imagem de qualquer pessoa, mesmo que o representado não seja figura pública.

Na publicidade em questão, a empresa usou a imagem de Dilma em uma peça publicitária sobre “como deixar de sr burro”, com objetivo de difundir uma aula virtual, conforme apuração do UOL.

Com isso, a ex-presidente entrou com um processo contra a organização pedindo R$ 150 mil por danos morais.

Em sua defesa, a Estratégia Concursos disse que pessoas públicas devem arcar com o ônus de suas ações enquanto figura pública. Além disso, a empresa disse que a peça publicitária estava diretamente ligada à vida pública da ex-presidente.

Na justificativa para decisão, a juíza alegou que a publicidade foi de “de mau gosto” e “extremamente ofensivo à honra porque reduz o sentimento de dignidade próprio da pessoa e a consideração dos outros”.

“Não se nega que o uso não consentido da imagem de pessoas públicas comporta exceção quando ela é veiculada no contexto de uma matéria jornalística de alta relevância do ponto de vista da informação, não envolvendo, pois, o fim específico e claro de sua exploração econômica e, pior, de sua ridicularização”, afirmou na decisão.

Veja também

+ Entenda como a fase crítica da pandemia de Covid-19 pode ter sido superada em SP
+ Ford Ranger supera concorrentes e é líder de vendas
+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Cantora Patricia Marx se assume lésbica aos 46 anos de idade
+ Saiba em quais lugares o contágio pelo novo coronavírus pode ser maior