Economia

Empresa matriz da britânica Greensill entra em liquidação

Empresa matriz da britânica Greensill entra em liquidação

Placa na sede da Greensill Capital - AFP/Arquivos


A empresa matriz da Greensill Capital, uma companhia financeira britânica cuja falência no mês passado abalou muitas empresas ao redor do mundo e teve repercussões políticas, foi colocada em liquidação, anunciaram seus administradores nesta quinta-feira (22).

Em uma reunião realizada pelos administradores desta falência com 41 credores, incluindo Softbank, Credit Suisse, a fundação da família do fundador Lex Greensill e a Associação de Bancos Alemães, “os credores decidiram colocar a empresa em liquidação”, anunciou Grant Thornton, o escritório encarregado de gerenciar o dossiê.

A liquidação significa que os gestores não encontraram compradores após uma tentativa frustrada de vender parte dos ativos à empresa de investimentos americana Apollo.

Além da empresa matriz na Austrália, Greensill pediu concordata no mês passado no Reino Unido, onde mantém a maior parte de suas operações, e na Alemanha, onde possui uma subsidiária bancária.

A falência da Greensill, especializada em empréstimos de curto prazo a empresas para que paguem seus fornecedores, gerou uma onda de preocupação no setor financeiro e na indústria.


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Em um esquema que pode ser uma reminiscência das configurações da crise financeira de 2008, a Greensill obteve financiamento convertendo a dívida detida por estas empresas em produtos financeiros que vendeu a grandes investidores.

A queda foi causada por uma seguradora que se recusou a renovar a cobertura de suas transações.

Sua estrutura e transações opacas levantaram suspeitas de fraude e dúvidas sobre o valor de seus ativos.

A falência causou pesadas perdas ao Credit Suisse, por exemplo, e ameaça o império industrial do magnata anglo-indiano do aço Sanjeev Gupta, que era um de seus principais clientes e emprega dezenas de milhares de pessoas na Austrália, França e Reino Unido.

O caso também tem ramificações políticas no Reino Unido, onde o ex-primeiro-ministro David Cameron foi duramente criticado por pressionar o governo britânico em nome da Greensill, de quem era conselheiro.

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