Empresa se pronuncia após guindaste atingir monotrilho da Linha 15-Prata

Acidente na zona leste de São Paulo interrompeu circulação de trens; operador ficou ferido, e causas da queda do equipamento ainda são investigadas

Empresa se pronuncia após guindaste atingir monotrilho da Linha 15-Prata

A empresa Cortesia Guindastes se manifestou nesta segunda-feira (26) sobre o acidente envolvendo um de seus equipamentos e um trem do monotrilho da Linha 15-Prata, ocorrido no sábado (24), na zona leste de São Paulo. A colisão aconteceu após parte da estrutura de um guindaste cair sobre a via elevada entre as estações Oratório e São Lucas, atingindo uma composição que circulava pelo trecho.

O acidente provocou danos à parte dianteira do trem e interrompeu temporariamente o atendimento em parte da linha. Passageiros precisaram utilizar ônibus do sistema Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) enquanto equipes trabalhavam para liberar a via.

Em nota, a empresa responsável pelo equipamento afirmou que está colaborando com as autoridades para esclarecer as circunstâncias do ocorrido. A Cortesia também informou que o operador do guindaste sofreu ferimentos leves, recebeu atendimento médico e já teve alta hospitalar.

Não houve registro de feridos entre passageiros do monotrilho, funcionários do Metrô ou pessoas que estavam nas proximidades.

Guindaste caiu sobre via elevada e foi atingido por trem

O acidente aconteceu nas proximidades da Avenida Professor Luiz Ignácio Anhaia Mello, na altura do número 4703, onde está localizado o pátio da empresa responsável pelo guindaste.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram parte da estrutura metálica do equipamento sobre a viga utilizada pelos trens do monotrilho.

Na sequência, uma composição que se aproximava atinge o obstáculo. Com a colisão, parte da estrutura se rompe, enquanto o trem continua seu deslocamento.

O impacto danificou a carenagem dianteira da composição, na região onde fica o dispositivo de acoplamento utilizado para conectar os trens.

O veículo envolvido no acidente, identificado pelo prefixo M03, foi retirado de circulação e encaminhado para manutenção.

Até o momento, não foram divulgadas informações conclusivas sobre possíveis danos a outros componentes do trem.

Circulação foi interrompida e passageiros utilizaram ônibus

Segundo o Metrô de São Paulo, a circulação de trens foi interrompida às 12h04 de sábado (24) no trecho entre Vila Prudente e São Lucas.

Durante a paralisação, os passageiros foram atendidos por ônibus do sistema Paese, utilizado em situações de emergência ou interrupção do transporte sobre trilhos.

Os trens continuaram operando entre as estações São Lucas e Jardim Colonial, permitindo o atendimento parcial da Linha 15-Prata.

Equipes técnicas foram mobilizadas para retirar os obstáculos, avaliar as condições da estrutura elevada e executar os trabalhos necessários para a retomada do serviço.

A ocorrência também afetou a circulação de veículos na região da Avenida Anhaia Mello.

A operação da linha e o trânsito foram restabelecidos durante a madrugada de domingo (25), após a conclusão dos trabalhos de recuperação.

Empresa afirma que operador era experiente e qualificado

Em manifestação divulgada nesta segunda-feira, a Cortesia Guindastes afirmou que o equipamento envolvido no acidente era operado por um profissional experiente e qualificado.

A empresa confirmou que o trabalhador sofreu ferimentos leves, foi encaminhado para atendimento médico e recebeu alta hospitalar.

Segundo a organização, as primeiras providências foram adotadas logo após o acidente, com mobilização de equipes e recursos para auxiliar no atendimento da ocorrência.

A Cortesia declarou que está colaborando com os órgãos competentes para identificar as causas da queda do guindaste.

A empresa também ressaltou que mantém procedimentos de segurança em suas operações e que pretende prestar os esclarecimentos necessários durante a investigação.

Causas da queda do guindaste ainda não foram esclarecidas

Apesar da manifestação, ainda não há uma explicação conclusiva sobre o que provocou a queda do equipamento.

Também não foi esclarecido por que parte da estrutura do guindaste estava posicionada de maneira que pudesse atingir a via elevada do monotrilho.

Essas circunstâncias deverão ser analisadas durante a apuração técnica do acidente.

O caso chama atenção pelos riscos associados à operação de equipamentos de grande porte nas proximidades de sistemas de transporte público.

A queda de estruturas metálicas sobre uma via elevada pode comprometer tanto a circulação dos trens quanto a segurança de passageiros, trabalhadores e pessoas que transitam pela região.

A definição das causas dependerá da análise das condições do equipamento, dos procedimentos operacionais e de outros elementos que possam contribuir para a investigação.

Metrô confirma ausência de feridos entre passageiros

Após a colisão, o Metrô de São Paulo informou que não houve feridos entre os passageiros.

A estatal também confirmou que a composição envolvida foi encaminhada para manutenção.

A Linha 15-Prata utiliza trens com operação automática, sem condutor a bordo.

Esse sistema controla a circulação e a distância entre as composições, mas ainda não foram divulgadas informações sobre as condições de funcionamento dos mecanismos de segurança no momento do acidente.

Também não há confirmação pública sobre eventual acionamento da frenagem de emergência antes do impacto.

A investigação deverá esclarecer a sequência de acontecimentos e as circunstâncias que permitiram a colisão.

Linha 15-Prata voltou a operar normalmente no domingo

A Cortesia Guindastes informou que os trabalhos de recuperação da infraestrutura foram concluídos durante a madrugada de domingo (25).

Com isso, a circulação da Linha 15-Prata foi integralmente restabelecida, sem restrições decorrentes do acidente.

A empresa agradeceu a atuação das equipes do Metrô, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Corpo de Bombeiros, Enel e Subprefeitura, que participaram dos trabalhos de atendimento e recuperação.

Apesar da retomada do serviço, a apuração sobre as causas do acidente continua.

A ocorrência deverá ser analisada para determinar as circunstâncias da queda do equipamento e identificar eventuais medidas necessárias para evitar novos episódios semelhantes.

Da IstoÉ