A Justiça britânica condenou o emir de Dubai Mohamed bin Rashid Al-Maktoum, nesta terça-feira (21), a pagar à sua à sua ex-mulher e aos filhos 550 milhões de libras (US$ 725 milhões ou mais de R$ 4,1 bilhões). O emir de Dubai comanda um dos sete emirados dos Emirados Árabes Unidos.
De acordo com a imprensa britânica, a indenização é a maior da história já concedida em um divórcio no Reino Unidos. A sentença do juiz Philip Moor decidiu pelo pagamento de 251,5 milhões de libras (US$ 340 milhões) a princesa Haya Bint Al-Hussein da Jordânia, de 47 anos, e 290 milhões de libras (US$ 385 milhões) para cobrir o sustento de seus filhos, Al Jalila, de 14 anos, e Zayed, de 9 anos.
A princesa Haya Bint al-Hussein era uma das seis esposas de Al-Maktoum, de 72 anos. No entanto, ela fugiu de Dubai e solicitou socorro para um de seus filhos, além da medida protetiva contra assédio e ameaças.

Natural da Jordânia, Haya é filha do falecido rei Hussein e meia-irmãodo rei Abdullah II, que governa o país atualmente. Além disso, a princesa estudou filosofia, política e economia na Universidade de Oxford.
Haya ainda foi atleta e competiu nas Olimpíadas de 2000, em Sidney (Austrália), nas provas de hipismo. Em 2004, ela se casou com o emir.
Al-Maktoum já tinha sido condenado pela justiça britânica, em 2020, pelo sequestro de duas filhas e por ameaças à ex-mulher. Na ocasião, o emir se defendeu e afirmou que a justiça foi parcial na decisão.