Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

Em meio aos ataques sofridos pela Ucrânia da Rússia, países do mundo inteiro tem se posicionado em relação à invasão das tropas russas. Superadas as tentativas de diplomacia, a Rússia desencadeou uma série de ofensivas em território ucraniano e tem sofrido algumas sanções.

Nessa linha, o colunista da UOL Jamil Chade questionou a embaixadora ucraniana na ONU, Yevheniia Filipenko, sobre a posição de neutralidade na guerra emitida pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).

“Não há espaço para neutralidade na situação atual. Todos precisamos nos levantar para defender nossos princípios básicos. Eles garantem a todos os países sua soberania, integridade territorial e existência”, disse a chefe da diplomacia da Ucrânia na ONU.

“Só há espaço para ação, para colocar fim às agressões e colocar um fim aos ataques”, defendeu a diplomata.

O mandatário brasileiros visitou à Rússia e se encontrou com o presidente, Vladimir Putin, e chegou a dizer que o líder russo estava tentando promover ” a paz”. A declaração aconteceu dias antes dos primeiros ataques à Ucrânia. Agora, Bolsonaro preferiu adotar um discurso neutro e não declarou de que lado do conflito o País está.

“Nós devemos entender o que está acontecendo, no meu entender, nós não vamos tomar partido, nós vamos continuar pela neutralidade e ajudar no que for possível em busca da solução”, disse.

“Nossa posição tem que ser de grande cautela. Ninguém é favorável a guerra em lugar nenhum, traz problemas gravíssimos para toda a humanidade e para o nosso país também”, afirmou Bolsonaro.

Filipenko ainda frisou que o atual momento é decisivo não só para a Ucrânia como também para o futuro de outras nações.

“Se fracassarmos agora, então ninguém estaria seguro nesse planeta. Nem aqui e nem na América Latina. É sobre nossa segurança que estamos falando”, afirmou.