Embaixador do Brasil em Kiev afirma que vai evacuar brasileiros da Ucrânia

Reprodução Instagram
Jogadores brasileiros na Ucrânia Foto: Reprodução Instagram

O embaixador do Brasil em Kiev, Norton Rapesta, afirmou que, além dos jogadores de futebol, todos os brasileiros que estão em território ucraniano poderão ser evacuados do país por conta do conflito contra a Rússia.

“Nós vamos evacuar os brasileiros. Jogadores de futebol. Todo mundo”, disse Rapesta à BBC.

Apesar da afirmação, até o momento, o embaixador não explicou como a ação será feita e nem quando. Em meio à deflagração da invasão da Ucrânia pela Rússia, jogadores brasileiros, que atuam no país europeu, publicaram um vídeo pedindo ajuda para autoridades brasileiras.

No apelo, o porta-voz do grupo, o zagueiro Marlon, do Shakhtar Donestck, pede para que jogadores e familiares sejam retirados da Ucrânia o quanto antes.

“Aqui estamos todos reunidos, jogadores do Dínamo e do Shakhtar com a nossa família. Estamos hospedados em um hotel devido toda a situação. Estamos pedindo ajuda de vocês nesse vídeo devido à falta de combustível na cidade, fronteira fechada, espaço aéreo fechado. Não tem como gente sair. Pedimos apoio ao governo do Brasil que possa nos ajudar e espero que vocês nos ajudem a promover esse vídeo para alcançar o máximo de pessoas possível”, declarou Marlon.

https://www.instagram.com/p/CaWrxWSD6GV/

Ainda de acordo com o embaixador, um plano com imagens e diretrizes para a evacuação já foi enviado ao Itamaraty, o qual deve tomar as próximas medidas para o resgate. Até o momento, o órgão apenas emitiu uma nota na qual não dá detalhes sobre as ações para a evacuação dos brasileiros.

“O governo brasileiro acompanha com grave preocupação a deflagração de operações militares pela Federação da Rússia contra alvos no território da Ucrânia. O Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil”, diz um trecho da nota divulgada pelo Itamaraty.