A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília e os consulados norte-americanos no Brasil retomaram os atendimentos presenciais nesta segunda-feira, 5 de outubro, após uma suspensão motivada por supostos riscos de segurança. A informação foi confirmada por um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, marcando o fim de uma paralisação que havia gerado preocupação entre cidadãos e diplomatas.
As atividades presenciais haviam sido suspensas na última sexta-feira, 2 de outubro, depois que o governo norte-americano apontou “preocupações de segurança” e uma possível ameaça. Na ocasião, a natureza exata dos riscos ou as situações que motivaram a decisão não foram detalhadas.
Em comunicado prévio, os Estados Unidos haviam orientado os cidadãos norte-americanos que necessitassem de assistência emergencial a não comparecer à embaixada, aos consulados ou a outras instalações diplomáticas durante o período da suspensão. Essa cautela visava proteger a integridade de seus nacionais no território brasileiro.
Qual a prioridade dos Estados Unidos?
Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, a segurança dos cidadãos americanos permanece como uma das principais prioridades do governo do então presidente Donald Trump. A autoridade afirmou ainda que os Estados Unidos continuarão fornecendo informações sobre proteção e segurança aos seus cidadãos no Brasil, além de trabalhar em cooperação com as autoridades brasileiras em questões relacionadas à segurança mútua.
Eleições brasileiras e a relação bilateral
A suspensão dos atendimentos ocorreu às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil. Em 1º de outubro, durante entrevista ao podcast Flow, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi questionado sobre possíveis pressões do governo norte-americano e afirmou, de forma contundente, que Trump “tem que tomar conta dos EUA”, complementando: “Do Brasil, eu tomo conta”.
Trump, por sua vez, havia declarado a jornalistas na Casa Branca que acompanhava “muito de perto” o pleito brasileiro, sinalizando o interesse de Washington nos rumos políticos do país sul-americano. No último domingo, 4 de outubro, ficou definido que Lula enfrentaria o então candidato do Partido Liberal (PL) à presidência, o senador Flávio Bolsonaro, no segundo turno das eleições, programado para 25 de outubro.
Da IstoÉ com ANSA.