ROMA, 4 MAR (ANSA) – A Embaixada do Irã na Itália acusou os Estados Unidos e Israel de “crime de guerra” pelos “graves danos” causados ao Palácio Golestan, Patrimônio Mundial da Unesco, durante os bombardeios iniciados no final de semana.
Citando “a Convenção de Haia de 1954 para a Proteção de Bens Culturais em Caso de Conflito Armado; o Primeiro Protocolo Adicional às Convenções de Genebra de 1977; o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional; e a jurisprudência internacional”, a embaixada frisou, no Facebook nesta quarta-feira (4), que “qualquer ataque intencional dos EUA e do regime sionista contra sítios históricos e o patrimônio cultural iraniano constitui uma grave violação do direito internacional humanitário e um claro crime de guerra”.
“O objetivo deste ataque é a destruição do patrimônio cultural do Irã, berço da história e da civilização antiga”, afirmou a representação de Teerã em Roma, pedindo à comunidade internacional que condene “esse ataque bárbaro que visa apagar a história de uma nação”.
No início da semana, a imprensa iraniana informou que “janelas, portas e espelhos [do Palácio Golestan] foram atingidos pelas explosões” causadas pela ofensiva de Israel e dos EUA no país.
Construído no século 16, o edifício tombado representa a residência histórica da dinastia Qajar, sendo um dos monumentos mais antigos da capital do Irã, integrando um grupo de palácios reais edificados no interior das muralhas da antiga cidadela de Arg-e Soltanati.
Durante a dinastia Pahlavi (1925-1979), que foi deposta pela Revolução Islâmica, o Palácio Golestan foi utilizado para cerimônias oficiais, como a coroação do xá Mohammad Reza Pahlavi. (ANSA).