Em reuniões no STF, Tarcísio debateu prisão domiciliar de Bolsonaro

Governador reafirmou expectativa da concessão da prisão domiciliar de Bolsonaro e reforçou a necessidade de maior consideração com ex-presidentes

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) Foto: PAULO GUERETA / GOVERNO DE SÃO PAULO

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou ter conversado com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade de concessão da prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Tarcísio se reuniu com quatro ministros da Corte na quarta-feira, 11. Na pauta estavam debates sobre a adesão do estado de São Paulo ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), mas houve espaço para conversas sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro e os desdobramentos do caso no Supremo. Os encontros foram com os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou o ex-presidente.

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“Quando temos a oportunidade levamos a questão humanitária. Entendo que o presidente não tem saúde para ficar no regime fechado, precisa estar com sua família. Acho que precisamos ter muita consideração com ex-presidentes da República. A gente sempre leva os argumentos e vamos trabalhar para que ele possa voltar para a sua casa”, afirmou o governador paulista.

Como mostrou a IstoÉ, a prisão domiciliar do ex-presidente está amadurecida e tem suporte para ser aprovada pela Suprema Corte. Ao menos cinco ministros já teriam se colocado favoráveis ao regime domiciliar de Bolsonaro.

Aos jornalistas, Tarcísio disse ter a mesma percepção e citou precedentes, como o do ex-presidente Fernando Collor, condenado por corrupção no âmbito da Lava Jato e que está em regime domiciliar desde o ano passado.

“Existe um sentimento que está sendo construído que isso é plenamente factível. Temos precedente, outros casos, como o do presidente [Fernando] Collor”, reforçou.