NOVA YORK, 14 AGO (ANSA) – O Parlamento do Irã aprovou neste domingo (13) um aumento de despesas para o programa de mísseis e o reforço das Guardas Revolucionárias, o Exército de elite do país, como forma de “responder” às novas sanções impostas à nação pelo governo de Donald Trump.
Com 240 votos a favor, o texto aprova um aumento de US$ 609 milhões para essas despesas como forma de rebater “os atos hostis” dos Estados Unidos.
Trump sempre foi contrário ao acordo nuclear assinado pelo Irã e por países ocidentais, incluindo os EUA. Para ele, esse era o “pior acordo da história” e, por conta disso, ordenou uma revisão dos termos por sua equipe assim que assumiu o cargo.
No entanto, o governo anunciou que Teerã está cumprindo sim o que assinou e por isso Washington manteria o pacto. Porém, Trump ordenou novas sanções porque, para ele, mesmo os iranianos respeitando “tecnicamente” o que assinaram, eles não respeitam o pacto “em espírito”.
Por isso, 18 pessoas foram incluídas na lista daqueles que tiveram bens congelados nos EUA e proibidos de fazer novas negociações com empresas norte-americanas.
No último dia 5 de agosto, ao assumir seu segundo mandato à frente do país, o presidente Hassan Rohani acusou os norte-americanos de violarem os termos do acordo nuclear. “O Irã jamais violará o acordo, mas não permanecerá em silêncio perante às violações feitas pelos Estados Unidos”, disse Rohani em sua posse. (ANSA)