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Em quarentena, Argentina supera os 2.000 mortos por COVID-19

Em quarentena, Argentina supera os 2.000 mortos por COVID-19

Mulher participa de protesto contra as políticas sanitárias de contenção da COVID-19 do presidente Alberto Fernández em Buenos Aires, 9 de julho de 2020 - AFP

A Argentina superou os 2.000 mortos por COVID-19 em meio ao confinamento da Área Metropolitana de Buenos Aires, foco de 90% das contaminações no país, que teve um total de 111.147 casos, informou nesta quarta-feira o ministério da Saúde.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 4.250 contaminações e 82 falecimentos, um recorde diário de casos e mortes no país. Um total de 47.298 pessoas estão recuperadas.

A Área Metropolitana (AMBA) engloba a cidade de Buenos Aires e os 13 distritos que a rodeiam, com uma população total que supera 14 milhões de pessoas. A Argentina tem 44 milhões de habitantes.

O recorde de mortes chega no momento em que as autoridades analisam a possibilidade de flexibilizar o confinamento social, vigente desde 20 de março em todo o país, mas que foi endurecido há 10 dias na grande Buenos Aires para tentar frear o aumento exponencial de casos.

As autoridades debatem qual método adotar após a data de 17 de julho, quando vencem as atuais medidas. São esperadas aberturas do comércio e permissões para correr em parques e ao ar livre, entre outras medidas.

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A tentativa é de aliviar o desanimo gerado pela grave crise econômica e os 120 dias de uma quarentena que o presidente da Argentina, Alberto Fernández, defende como a forma mais eficiente de salvar vidas diante da COVID-19.

Até o momento, Fernández impôs o confinamento em comum acordo com Horacio Rodríguez Larreta, prefeito de Buenos Aires (capital federal com 3 milhões de habitantes) e líder de um setor que dialoga com a oposição.

A oposição mais dura a Fernández, liderada pelo ex-presidente Mauricio Macri, organizou manifestações contra a quarentena e protestos contra o governo.

As medidas do Executivo para enfrentar a pandemia vêm perdendo apoio, embora sigam respaldadas por mais da metade dos argentinos.

De acordo com uma pesquisa do Centro de Opinião Pública (COPUB) da Universidade de Belgrano realizado na primeira semana de julho em Buenos Aires, cidade majoritariamente opositora ao governo, o apoio às medidas caiu de 68% para 53% no último mês. O apoio à extensão da quarentena caiu de 60% a 52%.

A Argentina tem uma taxa de cerca de 40 mortes por milhão de habitantes.

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