Em Cartaz

Em pleno salto

Fernando Barba conta como converteu corpos em instrumentos, fundou o grupo Barbatuques e venceu um tumor no cérebro

Crédito: Divulgação

ESPETÁCULO Fernando Barba (flauta) à frente do grupo Barbatuques no Sesc Pinheiros, São Paulo, em 2006: invenção (Crédito: Divulgação)

Poucos artistas são capazes de inventar uma linguagem, um modelo e um universo de formas. O músico paulistano Fernando Barba, de 48 anos, é um deles. Para contar como criou um mundo de sons, ele escreveu o livro “A Vida começava lá – uma história de repercussão corporal” (Stacchini Editorial). Contou com a irmã, Renata Ferraz Torres, para narrar as conquistas, as viagens e a luta contra dificuldades de saúde. Desde a adolescência, codificou a música corporal, que compreende um método, um vocabulário de sons e uma coleção de 60 composições. “Divido minha arte em peito, estalo e palma”, diz à ISTOÉ. “Com eles, qualquer pessoa pode praticar música sem possuir um instrumento convencional.” Sua “levada”, como diz, imantou seguidores, formou professores e arrebatou o planeta à frente do grupo Barbatuques. Em 2017, Barba foi diagnosticado com um tumor no cerebelo. A cirurgia teve sucesso, mas limitou os movimentos e a fala. Não esmoreceu: participa dos Barbatuques, coordena oficinas, rege shows e escreve sem parar. Um amigo lhe disse que um novo Barba surge: está saltando de uma colina para outra, mas continua no ar. A chegada é que todos esperam, pois trará mais uma linguagem inovadora.

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Viagens do Barbatuques

O grupo Barbatuques foi fundado por Barba em 1997. Mais que um grupo, trata-se de um projeto que não apenas produz shows, mas envolve o público em um ritual de envolvimento sonoro. Nenhum corpo sai ileso diante deles. O conjunto percorreu 30 países e, em 2016, foi uma das atrações da Olimpíada do Rio de Janeiro. Os cinco álbuns e dois DVDs que lançaram ao longo do tempo serve como inspiração para outros músicos e base para oficinas de educação musical pelo mundo.