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Em país afundado na crise, Argentina visita Peru em má fase nas Eliminatórias

Após o seu primeiro tropeço nas Eliminatórias, a Argentina tentará se reabilitar contra um adversário em fase ruim e em um país afundado na crise política. Será nesse cenário que a equipe enfrentará o Peru, às 21h30 (horário de Brasília), nesta terça-feira, em Lima, pela quarta rodada do qualificatório sul-americano para a Copa do Mundo de 2022.

O presidente peruano, Manuel Merino, renunciou ao cargo no último domingo, após apenas seis dias no cargo, ampliando o cenário de turbulência no país – ele havia assumido com o impeachment de Martín Vizcarra, mas acabou saindo diante das manifestações populares, duramente reprimidas pela polícia. E na última segunda, o parlamentar Francisco Sagasti foi eleito pelo Congresso como o novo presidente, o terceiro a ocupar o cargo em uma semana.

O cenário provocou o cancelamento de treinos da Argentina, mas a Federação Peruana de Futebol assegurou a realização da partida. E a equipe da casa entrará em campo pressionada, pois somou apenas um ponto em três jogos e ocupa a antepenúltima colocação. Vindo de duas derrotas seguidas, alcançará a sua pior série em caso de novo revés com o técnico Ricardo Gareca nas Eliminatórias. Outro problema é que a seleção segue sem Guerrero, lesionado, com a sua vaga sendo disputada por Gianluca Lapadula e Raul Ruidiaz.

Para complicar ainda mais o cenário para a seleção peruana, a Argentina não perdeu nenhuma das últimas 15 partidas pelo qualificatório para os mandantes nesta terça, embora os últimos dois confrontos tenham terminado empatados. A seleção de Messi também vem de igualdade, com o Paraguai, em casa, resultado que a deixou com sete pontos e na segunda posição no qualificatório, atrás do Brasil.

A equipe perdeu Exequiel Palacios, que fraturou um osso nas costas durante o jogo de quinta. Para compensar, o lateral-esquerdo Nicolas Tagliafico está recuperado de lesão. A sua volta deve provocar outra troca na escalação, com o seu substituto, Nicolas Gonzalez, sendo mantido, mas agora no setor ofensivo, provavelmente na função de Lucas Ocampos.


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“Aproveito para enviar um forte abraço ao povo peruano, porque ninguém quer isso. Esperamos que tudo possa voltar à normalidade, que possam ficar tranquilos e bem em suas casas”, disse o técnico da seleção argentina, Lionel Scaloni, mostrando que o futebol estará em segundo plano em Lima nesta terça-feira.

OUTROS JOGOS – Também nesta terça, às 18 horas, no Casa Blanca, em Quito, o Equador desafia sua boa fase diante de um adversário que costuma lhe impor dificuldades. Vindo de duas vitórias, algo que não conseguia desde o começo das Eliminatórias para a Copa de 2018, a equipe, da casa, que está com seis pontos e na terceira posição, recebe a Colômbia, que perdeu para o Uruguai por 3 a 0, em casa, na sexta-feira.

Sétima colocada, com quatro pontos, a Colômbia, porém, não perde dois jogos seguidos no qualificatório desde 2009. E ganhou nas últimas três vezes do Equador, além de sete dos últimos oito duelos com o seu oponente.

Invicto no qualificatório, com cinco pontos e um início sem derrotas que não conseguia desde as Eliminatórias para a Copa de 2010, o Paraguai recebe a Bolívia, à 20h, no Defensores del Chaco. A quinta colocada aposta nos gols de Ángel Romero – já fez três – para entrar na zona de classificação ao Catar.

O adversário, para isso, não podia ser melhor. O Paraguai venceu nas nove vezes em que recebeu a Bolívia no qualificatório. Já o adversário, lanterna e sem pontuar, não tinha um início tão ruim desde o classificatório para o torneio de 1974.

Também sem pontuar, a Venezuela recebe o Chile, às 18h, no Estádio Olímpico de Caracas. A equipe da casa ainda não marcou gols, tendo pela frente o sexto colocado, com quatro pontos. Os chilenos somam 11 vitórias, 2 empates e só 1 derrota, com quatro triunfos seguidos, sobre os venezuelanos no qualificatório. Mas não ganham dois jogos seguidos – bateu a seleção peruana na sexta – desde o início das Eliminatórias para a Copa de 2018.

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