Em Nova Iorque, longe do cercadinho, Bolsonaro ‘vai ter que me engolir’

Crédito: Alan Santos/PR

(Crédito: Alan Santos/PR)

Presidente, o que o senhor tem a dizer sobre os funcionários-fantasmas de seu gabinete na Câmara dos Deputados, quando ainda era um reles congressista?

Presidente, o que o senhor tem a dizer sobre a ‘traição’ de sua ex-mulher, que lhe passava as pernas no esquema da rachadinha familiar?

Presidente, por falar em rachadinha, como anda o amigão Queiroz? Ele continua depositando cheques na conta da primeira-dama?

Presidente, por falar em Queiroz, como anda sua relação com notórios milicianos do Rio? O senhor e seus filhos ainda pretendem condecorar mais algum?

Presidente, falando em filhos, o que o senhor tem a dizer sobre a mansão de 14 milhões de reais, comprada por apenas 6 milhões, pelo Flavinho do Panetone?

Presidente, ainda sobre mansões, como o senhor imagina que sua ex-esposa e seu filho ‘que pega todas’ pagam o aluguel da mansão para onde mudaram?

Presidente, aqui nos EUA, o senhor continuará amaldiçoando as máscaras, como no Brasil, ou fará como o Dudu Bananinha em Israel, e miará como um gatinho?

Presidente, o senhor comunicará à ONU que pretende não cumprir ordens judiciais, fechar o STF e não aceitar uma possível – e cada vez mais provável – derrota em 22?

Presidente, o senhor irá confirmar – e alertar o mundo! – que nosso sistema eleitoral é fraudulento; as urnas eletrônicas, inseguras; e que o TSE manipula os resultados?

Presidente, cara a cara, olhos no olhos, o senhor acusará o ditador chinês Xi Jinping de ter espalhado o coronavírus pelo mundo para vender vacinas?

Presidente, falando em vacinas, o senhor dirá – no país da Pfizer – que o imunizante deles transforma as pessoas em jacarés?

Presidente, em seu discurso o senhor lamentará as nossas 600 mil mortes por Covid ou simplesmente dirá ‘e daí?’ e que tudo não passa de mimimi’?

Presidente, por falar nisso, o senhor reafirmará que é apenas ‘uma gripezinha, um resfriadinho’ e que o tratamento precoce salva vidas, mas as vacinas, não?

Presidente, novamente sobre a Pfizer, após essa sua brochada fenomenal de 7 de setembro, o senhor pretende pedir um Viagra turbinado a eles?

Presidente, o senhor pretende visitar os aloprados trumpistas – bolsominions daqui – que invadiram o Capitólio, incentivados pelo seu amigo laranja, que estão presos?

Presidente, o senhor está levando o currículo do bolsokid Bananinha, para tentar o emplacar como chapista no Shake Shack ou no Five Guys de Washington?

Presidente, o senhor tentará atear fogo no Central Park, como faz com a Amazônia, e chamará o Ricardo Salles para explicar suas razões?

Presidente, o senhor visitará algum ‘inferninho’ LGBT da moda, aproveitando que a imprensa canalha não está de olho, e libertará os sentimentos reprimidos?

Presidente, o senhor teria coragem de fazer ‘arminha’ com as mãos, diante de algum policial de Nova Iorque?

Presidente, o senhor que é um homem do povo, que deu um basta nas mamatas, irá se hospedar em um hotel simples e comer em restaurante comum?

Presidente, por fim, eu gostaria de saber: o Carlucho ainda corre para sua cama, de madrugada, com medo e chorando, quando sonha com os comunas?

Ah! Me faça um favor: compre uma garrafinha de água mineral na rua – mas com o seu dinheiro, e não com o cartão corporativo dos gastos sigilosos de 100 anos – e nos diga se o dólar está mesmo barato, talquei?

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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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