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Grupo político do Flamengo se posiciona contra patrocínio da Havan

Conselheiros lamentam a 'decisão da diretoria de associar a imagem do clube à empresa de um dos maiores fiadores e incentivadores de um governo'

Grupo político do Flamengo se posiciona contra patrocínio da Havan

atual presidente do Flamengo (Foto: Marcelo Cortes / Flamengo)


Após o Flamengo anunciar o acordo de patrocínio com a Havan nesta segunda-feira, a torcida rubro-negra reagiu de forma dividida. Entre os críticos da parceria está, inclusive, um grupo político do clube. Na noite desta sexta-feira, o ‘Flamengo da Gente’ divulgou uma nota nas redes sociais se posicionado de forma contrária à proposta e criticando a diretoria atual.

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O principal motivo da reclamação é o fato do dono da Havan, Luciano Hang, ser próximo ao presidente Jair Bolsonaro. Segundo a nota do grupo de conselheiros, ‘não é justificável o Flamengo aceitar levar na camisa uma marca que incentiva o negacionismo em relação à principal crise sanitária das últimas décadas.’ No texto, o ‘Flamengo da Gente’ lembra das questões econômicas e mercadológicas, mas ressalta o medo em associar a imagem do Flamengo com a da empresa catarinense do ramo de varejo.

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De acordo com informação da ESPN, o patrocínio da Havan renderá cerca de R$ 6,5 milhões aos cofres do Flamengo pelos sete meses e meio de vínculo. Com variáveis incluídas no contrato, o valor pode chegar até R$ 8 milhões. Como de praxe, o acordo ainda será avaliado pelo Conselho Deliberativo do clube.

Leia a nota na íntegra

O Flamengo da Gente lamenta a decisão da diretoria de associar a imagem do clube à empresa de um dos maiores fiadores e incentivadores de um governo responsável pela morte de centenas de milhares de brasileiros. Não é justificável o Flamengo aceitar levar na camisa uma marca que incentiva o negacionismo em relação à principal crise sanitária das últimas décadas.

A Havan é muito mais do que uma empresa catarinense de varejo. Seu dono se orgulha de ser um braço avançado de um projeto político de extrema-direita, com os ônus e bônus de seu posicionamento público. Há, por certo, questões econômicas e mercadológicas a serem ponderadas em qualquer cenário e a esse debate ninguém deve se furtar. Mas não há como tapar o sol com a peneira: a Havan carrega Bolsonaro em sua garupa e a história julgará quem fez questão de ser sócio desse projeto político.

Houve um tempo em que todos os brasileiros se orgulhavam da camisa da Seleção Brasileira. Hoje, infelizmente, a camisa da CBF virou símbolo de uma ideologia reacionária e ampla parcela dos brasileiros não se sente mais à vontade de envergá-la. Não podemos permitir que o Manto Sagrado enverede pelo mesmo caminho.

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