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Em mensagem a Davos, Papa pede prioridade ao ser humano

ROMA, 21 JAN (ANSA) – Em uma mensagem aos participantes do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, o papa Francisco cobrou nesta terça-feira (21) que a “pessoa humana” seja colocada no centro das políticas públicas e das ações do setor privado.   

Segundo o líder católico, é preciso “ir além das abordagens tecnológicas ou econômicas de curto prazo e levar plenamente em conta a dimensão ética na busca por soluções aos problemas de hoje”.   

“A consideração primordial é que todos somos membros da família humana. A obrigação moral de cuidar um do outro decorre desse fato, assim como o princípio correlativo de colocar a pessoa humana, e não a mera busca por poder ou lucro, no centro das políticas públicas. Além disso, esse dever cabe tanto aos governos quanto aos setores empresariais e é indispensável para a busca de soluções para os desafios que enfrentamos”, disse.   

A mensagem foi entregue ao presidente do Fórum de Davos, Klaus Schwab, pelo cardeal Peter Turkson, prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral e representante da Santa Sé no evento.   

“Muito frequentemente, visões materialistas ou utilitárias, às vezes escondidas, às vezes celebradas, levam a práticas e estruturas motivadas amplamente – ou apenas – por interesse pessoal”, acrescentou. De acordo com o Papa, a humanidade só pode prosperar quando todos os “membros da família” são incluídos na busca pelo bem comum.   

“É minha esperança que os participantes deste fórum e dos próximos tenham em mente a alta responsabilidade moral que cada um de nós tem de buscar o desenvolvimento integral para cada um de nossos irmãos e irmãs, incluindo as futuras gerações. Que suas deliberações aumentem a solidariedade, especialmente com os mais necessitados, que vivem a injustiça econômica e social e cuja existência está ameaçada”, afirmou.   

O Fórum de Davos acontece até o dia 24 de janeiro e reúne alguns dos principais líderes do planeta, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. (ANSA)