TURIM, 04 MAI (ANSA) – A cidade de Turim, na Itália, foi palco de homenagens nesta segunda-feira (4) em decorrência do 71º aniversário da Tragédia de Superga, quando um acidente aéreo matou grande parte do elenco do Torino, o mais poderoso clube do país na década de 1940. Apesar da pandemia do novo coronavírus, flores foram depositadas sobre as lápides das 31 vítimas do incidente.
A breve cerimônia teve a presença do presidente do Torino, Urbano Cairo, do gerente geral do clube, Antonio Comi, e de alguns parentes das vítimas da tragédia do dia 4 de maio de 1949.
“O Grande Torino deu uma sensação de vingança, o povo italiano estava unido, havia um carinho especial. Vamos a Superga para colocar um buquê de flores, com a autorização da prefeita.
Estamos em um momento muito particular. Na época do Grande Torino, a Segunda Guerra Mundial havia acabado. Essa pandemia não é uma guerra, mas perturbou nossas vidas”, disse Cairo em entrevista à rádio “Anch’io Sport”.
A emergência da Covid-19 modificou as homenagens ao histórico “Grande Torino”, já que centenas de pessoas costumam ir ao cemitério em Turim para prestar homenagens.
“Ninguém, nem 71 anos depois, pode esquecer. Este ano não poderemos ir a Superga com nossas famílias para recordas, mas na Itália, muitos pensamentos comovidos vão para os ‘Invencíveis'”, afirmou a prefeita de Turim, Chiara Appendino.
Pelas redes sociais, diversos torcedores e ex-jogadores do Torino, como o polonês Kamil Glik e o ex-atacante Rolando Bianchi prestaram homenagens.
Em 4 de maio de 1949, o avião que levava a delegação do Toro se chocou contra a colina da Basílica de Superga, em Turim, matando as 31 pessoas a bordo. A equipe vitimada pela tragédia é considerada ainda hoje uma das melhores na história do futebol italiano e era a base da seleção nacional na época.
O Torino nunca mais voltou a ter a mesma força de antes: cinco de seus sete títulos italianos foram conquistados na década de 1940.(ANSA)