Em meio à guerra no Irã, Alemanha aprova lei para conter alta dos combustíveis

Em meio à guerra no Irã, Alemanha aprova lei para conter alta dos combustíveis

""País europeu quer coibir abusos na cobrança de combustível. Israel afirma ter matado comandante da marinha da Guarda Revolucionária do Irã. Acompanhe o conflito.
Israel afirma ter matado comandante da marinha da Guarda Revolucionária
Israel mantém ataques no Líbano, e Hezbollah descarta negociações
Irã e Israel continuam a trocar ataques
Pentágono avalia desviar para o Oriente Médio armas destinadas à Ucrânia
Israel diz que já lançou 15 mil bombas sobre o Irã
Alemanha aprova lei para conter alta dos combustíveis
AIEA diz que negociações entre EUA e Irã podem ocorrer no Paquistão já no fim de semana
Paquistão entrega plano de paz dos EUA ao Irã, que confirma recebimento, mas o considera "excessivo"

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares e deram início ao atual conflito no Oriente Médio:

Alemanha aprova lei para conter alta dos combustíveis
O Parlamento alemão, aprovou nesta quinta-feira (26/03) um projeto de lei urgente para tentar conter a disparada nos preços dos combustíveis em meio à guerra no Irã.

A lei, que visa coibir abusos, permite aos operadores de postos de gasolina ou combustíveis fazer apenas um aumento de preço por dia. Não haverá limite para quantas vezes eles poderão reduzir o preço.

A medida não limita quanto os postos de combustível podem cobrar, nem vincula seus ajustes às variações nos preços do petróleo; ela apenas impede mudanças repetidas ao longo do dia.

O texto ainda precisa da aprovação da câmara alta, o Bundesrat, que deve fazê-lo nesta sexta-feira.

Multa de até 100 mil euros

A lei é uma tentativa de responder ao que a Agência Federal de Cartéis – órgão que zela pela livre concorrência no mercado, equivalente ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no Brasil – descreveu como o fenômeno "foguete e pena": quando os postos reagem à alta do preço do petróleo como um foguete decolando, mas respondem à queda dos preços como uma pena flutuando lentamente até o chão.

Empresas que descumprirem a regra poderão enfrentar multas de até 100 mil euros (cerca de R$ 6 mil).

Segundo o clube de motoristas ADAC, o custo médio de um litro de diesel em todo o país ultrapassou 2,28 euros (R$ 13,77) nesta quinta-feira, enquanto a variante mais barata de gasolina estava em 2,07 euros por litro (R$ 12,50).

Há um mês, antes dos ataques ao Irã, ambos os preços estavam abaixo de 1,80 por litro (R$ 10,87).

ra (DW)

Putin compara consequências econômicas da guerra no Irã com a covid-19
O líder da Rússia, Vladimir Putin, comparou nesta quinta-feira (26/03) as consequências da guerra no Irã para a economia mundial com as sequelas deixadas pela pandemia da covid-19, que eclodiu em 2020.

"A verdade é que surgem avaliações de que estas (consequências) podem ser comparadas à epidemia do coronavírus. E lembro que ela desacelerou bruscamente todas as regiões e continentes", disse Putin ao discursar perante a União de Industriais e Empresários da Rússia, em fala transmitida ao vivo pela televisão.

O líder russo alertou que o conflito no Oriente Médio tem um impacto "cada vez mais evidente" na situação econômica e causa "um prejuízo notável à cadeia logística internacional, à produção e aos elos de cooperação".

"No centro do alvo ficaram setores relacionados à extração e processamento de hidrocarbonetos, metais, fertilizantes e muitos outros itens", apontou.

Putin, que classificou como "agressão" os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, admitiu que "por enquanto é difícil prever com exatidão as consequências do conflito no Oriente Médio".

"Parece-me que os envolvidos no conflito também não conseguem prognosticar nada. Para nós, isso é ainda mais complicado", assinalou.

Especialistas consideram que a Rússia está se beneficiando da guerra no Irã, que lhe permitiu aumentar as exportações de petróleo bruto e arrecadar vários bilhões de dólares nesse um mês de combates.

jps (EFE)

Países árabes do Golfo exigem fazer parte de qualquer acordo com o Irã
Os países árabes do golfo Pérsico, ricos em petróleo e gás, exigiram nesta quinta-feira (26/03) participar de "qualquer negociação ou acordo" para o fim da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, enquanto rejeitaram qualquer "plano ou iniciativa para a mudança do mapa do Oriente Médio" após a guerra.

Assim se expressou o secretário-geral da aliança composta pelos seis ricos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem al Budaiwi, em entrevista coletiva em Riad, na qual também instou a comunidade internacional a se esforçar para pôr fim aos ataques iranianos contra seus vizinhos árabes e suspender o bloqueio imposto pela Guarda Revolucionária iraniana ao Estreito de Ormuz.

"Insistimos na necessidade de que os países do CCG participem de qualquer negociação ou acordos para solucionar a crise e garantir que as agressões iranianas não se repitam no futuro", disse Budaiwi.

"Ao mesmo tempo, dizemos com clareza e em voz alta que qualquer iniciativa ou plano para mudar o mapa do Oriente Médio após o fim da crise será categoricamente inaceitável", acrescentou.

Sua declaração ocorre em meio a informações sobre os contatos entre Washington e Teerã para tentar pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro, na qual — segundo o responsável do CCG — "o Irã lançou mais de 5 mil mísseis e drones contra instalações civis e de energia" de seus vizinhos árabes, "85% de todos os mísseis que lançou" nas últimas quatro semanas.

jps (EFE)

Trump ameaça Irã se regime não acertar termos de acordo: "Seremos o pior pesadelo deles".
O presidente Donald Trump instou nesta quinta-feira (26/03) o Irã a abandonar definitivamente suas ambições nucleares, alertando que os EUA continuarão sua campanha militar caso o país não o fizesse.

"Mas agora eles têm a chance, ou seja, o Irã, de abandonar definitivamente suas ambições nucleares e traçar um novo caminho a seguir", disse Trump durante uma reunião de gabinete na Casa Branca.

"Veremos se eles querem fazer isso. Se não quiserem, seremos o pior pesadelo deles. Enquanto isso, continuaremos a destruí-los, sem impedimentos, sem que nada nos pare."

Ainda na manhã desta quinta-feira, Trump também expressou frustração com o Irã, alertando que o tempo está se esgotando para um acordo e sugerindo que cabe ao Irã sentar-se à mesa de negociações.

jps (ots)

Trump volta a criticar aliados da Otan
O presidente Donald Trump voltou a criticar países-aliados da Otan, que segundo ele não têm prestado apoio aos Estados Unidos e a Israel na guerra contra o Irã.

Trump já havia acusado de “covardia” as nações da Otan, que nunca foram consultadas sobre a guerra, por não terem feito mais para reabrir o Estreito de Ormuz.

“Os países da Otan não fizeram absolutamente nada para ajudar em relação à nação lunática, agora militarmente dizimada, do Irã”, postou ele em sua plataforma Truth Social.

“Os EUA não precisam de nada da Otan, mas ‘nunca esquecerão’ este momento tão importante.”

Após o lançamento da ofensiva, o domínio do Irã sobre o tráfego pelo Estreito de Ormuz, que liga o Golfo ao mar aberto, permitiu que o país bloqueasse navios que considera alinhados com os EUA e Israel.

Jps (DW)

Paquistão confirma mediação na guerra e diz que Irã "delibera" sobre proposta dos EUA
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, confirmou nesta quinta-feira (26/03) que seu país atua como canal oficial das conversas indiretas entre Estados Unidos e Irã, e que Washington colocou sobre a mesa uma proposta de 15 pontos para pôr fim ao conflito, a qual "está sendo deliberada" por Teerã.

Segundo Dar informou em mensagem em sua conta na rede social X, as mensagens entre ambas as partes estão sendo transmitidas por meio da diplomacia paquistanesa, e países "irmãos" como Turquia e Egito, entre outros, também estão apoiando a iniciativa.

"O Paquistão continua plenamente comprometido em promover a paz e segue realizando esforços para garantir a estabilidade na região", acrescentou.

A confirmação de Islamabad se segue a uma publicação do jornal The New York Times que indica que os Estados Unidos teriam enviado ao Irã, na última terça-feira, uma proposta de 15 pontos para tentar encerrar a guerra, citando funcionários familiarizados com as gestões diplomáticas.

De acordo com o jornal, o plano inclui diretrizes gerais sobre o programa nuclear iraniano, o desenvolvimento de seus mísseis balísticos e a segurança das rotas energéticas, especialmente o Estreito de Ormuz.

Por sua vez, a emissora CNN informou na quarta-feira que a Casa Branca trabalha para organizar uma reunião no próximo fim de semana, no Paquistão, entre o vice-presidente americano, JD Vance, e representantes da república islâmica, o que não foi confirmado por Islamabad.

JPS (EFE)

Pentágono avalia desviar para o Oriente Médio armas destinadas à Ucrânia
O Pentágono está avaliando a possibilidade de desviar armas destinadas à Ucrânia para o Oriente Médio, uma vez que a guerra no Irã está esgotando algumas das munições mais críticas do Exército dos Estados Unidos, segundo informou nesta quinta-feira (26/03) o jornal The Washington Post.

Segundo três pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pelo jornal, uma decisão final ainda não foi tomada. O debate, de acordo com o Post, reflete as escolhas estratégicas que os Estados Unidos devem fazer para sustentar a ofensiva contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro em conjunto com Israel.

Desde o começo do conflito, Washington afirma ter atingido 10 mil alvos militares no Irã, conforme detalhou na quarta-feira o comandante do Comando Central dos EUA (Centcom), almirante Brad Cooper.

O Washington Post aponta que as armas que poderiam ser desviadas da Ucrânia incluem mísseis interceptadores de defesa aérea, adquiridos por meio de um programa da Otan lançado no ano passado, no qual países aliados compram armamento americano para Kiev.

Um porta-voz do Pentágono afirmou ao jornal que o Departamento de Defesa – renomeado nesta administração como Departamento de Guerra – garantirá que as forças americanas e as de seus aliados e parceiros "tenham o necessário para lutar e vencer", mas se recusou a dar mais detalhes.

Por sua vez, a embaixadora da Ucrânia nos EUA, Olga Stefanishyna, assinalou em comunicado citado pelo Post que Kiev mantém seus parceiros informados sobre suas necessidades e compreende o "período de considerável incerteza" durante a guerra, embora considere que "qualquer interrupção no início das recentes operações no Oriente Médio tenha sido mitigada".

Jps (EFE)

Duas pessoas mortas por destroços de míssil em Abu Dhabi
Duas pessoas morreram e três ficaram feridas por destroços de um míssil balístico interceptado que caiu nos arredores de Abu Dhabi, comunicou o governo dos Emirados Árabes Unidos.

O Irã mantém seus ataques retaliatórios nesta quinta-feira (26/03) contra Israel e países do Golfo Pérsico, que acusa de servirem como bases de lançamento para ataques dos EUA.

as (AP, AFP, DPA)

Irã lança 5 ondas de mísseis contra Israel em pouco mais de duas horas
O Irã lançou na manhã desta quinta-feira (26/03) cinco ondas de mísseis contra as regiões de Tel Aviv, Jerusalém e Haifa em pouco mais de duas horas. Nesse período foram registrados estilhaços em várias áreas que deixaram ao menos seis feridos, nenhum em estado grave.

A primeira onda relatada pelos militares israelenses ocorreu por volta das 7h (horário local, 2h de Brasília), acionando os alarmes numa faixa que se estende da cidade costeira de Tel Aviv até o norte de Jerusalém.

Cerca de 20 minutos depois, outro lançamento vindo da República Islâmica ativou os alertas também na região metropolitana e em direção ao leste, abrangendo o aeroporto Ben Gurion.

A terceira onda ocorreu às 8h20 (3h20) e afetou novamente Tel Aviv, a zona do aeroporto e a cidade de Jerusalém. Cerca de 40 minutos mais tarde, uma nova sequência de mísseis iranianos atingiu a mesma região do país.

Por volta das 9h20 (4h20), os alarmes soaram na região da cidade costeira de Haifa, no norte do país.

Além disso, as sirenes foram acionadas em diversas ocasiões ao longo da madrugada e da manhã no norte de Israel devido a projéteis e drones lançados pelo grupo xiita libanês Hezbollah. Numa dessas ocasiões, os alertas chegaram até Tel Aviv, onde normalmente não alcançam os avisos de projéteis provenientes do país vizinho.

Os lançamentos vindos do Irã deixaram, ao todo, seis feridos em Kfar Qasim, localidade de maioria árabe ao leste de Tel Aviv, segundo o serviço de emergência israelense Magen David Adom (Estrela de David Vermelha), após o impacto de estilhaços em uma residência.

Na região de Tel Aviv, também houve danos em outros edifícios e veículos por fragmentos da última onda, segundo os bombeiros de Israel, que reportaram ainda a queda de destroços de mísseis no norte do território palestino da Cisjordânia ocupada, sem deixar feridos.

Segundo o Exército israelense, cerca de 90% dos mísseis que chegam ao país são interceptados por seus sistemas de defesa, que enfrentaram mais de 400 projéteis lançados pelo Irã durante a atual guerra.

as/md (Efe, DPA)

Irã quer cobrar para que navios passem pelo Estreito de Ormuz
O Parlamento do Irã pretende aprovar uma lei para cobrar pedágio de navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, noticiou a imprensa iraniana nesta quinta-feira (26/03).

"Buscamos um projeto de lei que reconheça legalmente a soberania, o domínio e a supervisão do Irã sobre o Estreito de Ormuz e que, além disso, gere uma fonte de receita para o país mediante a cobrança de uma taxa", disse o presidente da Comissão de Assuntos Civis do Parlamento, Mohamad Reza Rezaei Kouchi, segundo a agência de notícias Tasnim.

Kouchi disse que está sendo elaborado um projeto de lei para cobrar uma taxa de segurança aos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz. A expectativa é de que o projeto seja finalizado na semana que vem – o início da semana iraniana é sábado – e, após isso, seja apresentado ao Parlamento para discussão.

O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem Mohamed al-Budaiwi, acusou nesta quinta-feira o Irã de já estar cobrando taxas para que os navios transitem com segurança pelo Estreito de Ormuz.

Al-Budaiwi supervisiona o CCG, um bloco de seis nações árabes do Golfo, incluindo Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Ele deu essa declaração em Riad, na Arábia Saudita.

as (Efe, AP)

Israel afirma ter matado comandante da marinha da Guarda Revolucionária
O governo de Israel afirmou nesta quinta-feira (26/03) ter matado o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana, Alireza Tangsiri.

O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, disse que Tangsiri foi morto juntamente com outros altos comandantes navais num ataque durante a noite.

Katz afirmou que Tangsiri era responsável por operações de bombardeio que impediram a travessia de navios pelo Estreito de Ormuz. Ele disse que o ataque deveria servir como uma “mensagem clara” aos altos oficiais militares iranianos de que as forças armadas israelenses os caçariam.

O Irã ainda não confirmou nem desmentiu a morte de Tangsiri.

A República Islâmica mantém o Estreito de Ormuz bloqueado para seus inimigos desde o início da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, mas permitiu a passagem de petroleiros de países que considera amigos, como Tailândia e Índia.

as (AP, Efe)

JD Vance se reunirá com o Irã para negociar o fim da guerra, diz CNN
A Casa Branca está trabalhando para realizar uma reunião, no próximo fim de semana, no Paquistão, entre o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e representantes do Irã para negociar o fim da guerra, informou a CNN nesta quarta-feira (25/03).

Dois altos funcionários do governo explicaram à emissora que a data da viagem, o local e os possíveis participantes ainda não foram definidos.

O governo do Paquistão se ofereceu para mediar o conflito, que teve início em 28 de fevereiro com um ataque em grande escala de Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (24/03) que Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner lideram as negociações com o Irã para pôr fim ao conflito.

Teerã respondeu nesta quarta-feira (25/03) que considera "excessiva" a proposta de paz de 15 pontos apresentada por Trump e apresentou seu próprio plano, que inclui condições como o reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz.

Segundo a CNN, representantes do Irã teriam informado ao governo Trump que preferem JD Vance como ponto de contato.

A República Islâmica desconfia de Witkoff e de Kushner, que participavam de negociações para um acordo nuclear quando os Estados Unidos lançaram o ataque contra o Irã.

Vance é um dos republicanos contrários ao envolvimento do país em conflitos no exterior e, segundo o próprio Trump, demonstrou pouco "entusiasmo" em relação à guerra com o Irã.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, negou nesta quarta-feira, em entrevista coletiva, que tenha ocorrido qualquer mudança na condução da guerra que atribua um papel mais ativo ao vice-presidente nas negociações com o Irã.

"Não acho que nada tenha mudado. O vice-presidente sempre foi uma figura-chave: o braço direito do presidente e um membro essencial de sua equipe de segurança nacional", declarou ela.

fcl (EFE)

Netanyahu diz que guerra no Irã continua "a todo vapor"
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira que a guerra do Irã continua "a todo vapor, apesar das informações divulgadas na imprensa".

"A questão da dissolução do Hezbollah (grupo xiita libanês) está bem diante dos nossos olhos. Também está relacionada à campanha geral contra o Irã, que continua a todo vapor, apesar das informações divulgadas na imprensa", declarou Netanyahu, 26 dias após o início da guerra, em um fórum com prefeitos e chefes de conselhos locais e regionais de zonas próximas à fronteira norte com o Líbano.

Israel está implementando uma operação terrestre no sul do Líbano – especificamente ao sul do rio Litani (a cerca de 30 quilômetros da fronteira entre os dois países) – que muitos consideram uma invasão de fato e que o primeiro-ministro israelense descreveu hoje como uma forma de "mudar radicalmente" a situação em relação ao país vizinho.

"Estamos expandindo esta zona de segurança para eliminar a ameaça de mísseis antitanque às nossas comunidades e ao nosso território. Estamos simplesmente criando uma zona tampão mais ampla", acrescentou Netanyahu.

Membros do governo de coalizão de Netanyahu, como o ministro das Finanças, o ultranacionalista Bezalel Smotrich, declararam nos últimos dias que o rio Litani deveria ser a nova fronteira entre Israel e Líbano, legitimando assim a ocupação territorial israelense.

jps (EFE)

Israel aprova convocação de até 400 mil reservistas para a guerra
As Forças de Defesa de Israel (FDI) aprovaram um plano para convocar até 400 mil reservistas para prestar serviço na atual escalada de tensões contra o Irã e na operação contra o grupo xiita Hezbollah no Líbano.

"Como parte da preparação para uma ampla gama de cenários, as IDF aprovaram um limite máximo de 400.000 vagas para reservistas", explica um comunicado.

As FDI detalham que esse limite "não constitui a mobilização de 400.000 reservistas, mas sim indica um limite máximo no sistema", com o objetivo de flexibilizar a mobilização de soldados de acordo com as necessidades da campanha militar.

Essas necessidades, segundo a corporação, se estendem por diversas frentes no contexto da escalada regional. Além da campanha de bombardeios no Irã e da defesa aérea contra as retaliações do país, Israel mantém uma operação terrestre no sul do Líbano e ataques aéreos constantes contra o país vizinho.

Da mesma forma, as forças armadas consideram uma possibilidade a incorporação “a qualquer momento” dos houthis do Iêmen aos ataques ao território israelense, segundo oficiais das forças armadas.

A última vez que as FDI divulgaram o número de reservistas convocados no contexto da guerra foi no último dia 2 de março, elevando para mais de 110.000 o número de israelenses requeridos

jps (EFE)

Israel mantém ataques no Líbano, e Hezbollah descarta negociações
Israel lançou ataques contra o sul do Líbano e os subúrbios do sul de Beirute nesta quarta-feira (25/03), informou a mídia estatal libanesa, enquanto o grupo xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã, afirmou que manteve seus ataques contra as tropas israelenses.

A agência de notícias estatal libanesa NNA relatou ataques e bombardeios de artilharia israelenses em vários locais no sul do país na quarta-feira.

Também afirmou que "aviões de guerra inimigos lançaram um ataque" contra os subúrbios do sul de Beirute, depois que os militares israelenses renovaram, na noite de terça-feira, um alerta de evacuação para vários distritos no reduto do Hezbollah.

Um correspondente da agência francesa AFP viu uma rua coberta de destroços, incluindo cimento quebrado e metal retorcido, após o ataque no início da manhã, enquanto os andares superiores de um prédio de apartamentos pareciam danificados.

A área foi alvo de ataques diversas vezes durante o conflito e está praticamente deserta, com moradores que fugiram.

Os militares israelenses afirmaram ter atacado alvos do Hezbollah em todo o Líbano durante a noite, "incluindo um centro de comando" nos subúrbios do sul de Beirute, e que também atacaram postos de combustível pertencentes à empresa de combustíveis Al-Amana, que, segundo os militares israelenses, é controlada pelo Hezbollah e financia o grupo.

Hezbollah descarta negociações

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, disse que negociar com Israel sob fogo equivaleria à rendição para o Líbano. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, está pedindo negociações diretas com Israel, que até agora rejeitou a proposta.

Israel, que ocupou o sul do Líbano por cerca de duas décadas até 2000, enviou tropas terrestres para o sul no início dos atuais combates.

Na terça-feira, Israel disse que suas forças armadas assumiriam o controle da área da fronteira até o rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira.

as (AFP, Lusa)