Economia

Em meio a correções de preços, bolsa fecha com alta modesta e renova recorde

Em meio a correções de preços, bolsa fecha com alta modesta e renova recorde

O bom desempenho das ações do setor financeiro e das ações da Petrobras garantiu mais uma alta do Índice Bovespa, que renovou seu recorde histórico nesta quarta-feira, pelo terceiro pregão consecutivo. Um dia após a votação que aprovou a reforma da Previdência, diversos grupos de ações ingressaram em um movimento de realização de lucros, o que não aconteceu com os papéis dos bancos e da estatal petroleira, que seguiram avançando. Nesse ambiente diverso, a alta do Ibovespa foi modesta, de 0,15%, aos 107.543,59 pontos.

A tramitação da reforma foi concluída nesta quarta no Senado, com algumas alterações no texto aprovado na terça, que não comprometeram o impacto fiscal de R$ 800,3 bilhões previsto para os próximos dez anos. Apesar do indubitável bom humor dos investidores com o desfecho de uma tramitação que durou oito meses, os movimentos de realização de lucros permearam todo o pregão. Assim, o Ibovespa alternou altas e baixas algumas vezes desde a abertura, marcando mínima aos 107.040,79 Pontos (-0,32%) e máxima aos 107.958,82 pontos (+0,54%).

A visão de um cenário econômico mais promissor para 2020 seguiu dando o tom do humor dos investidores, com a ressalva dos analistas de que a lista de tarefas para o país avançar na questão fiscal vai bem além da reforma da Previdência.

“A combinação de baixas taxas de juros, ambiente de inflação moderado e reforma econômica pragmática faz do Brasil um dos mercados de ações mais atraentes da América Latina. A economia está em transição por meio de uma série de mudanças econômicas estruturais que devem levar a um crescimento mais sustentável daqui para frente. O País ainda precisa de reformas adicionais para avançar”, disse Ed Kuczma, gestor de recursos para fundos da América Latina da Black Rock.

Entre as principais referências do mercado para os próximos dias, que já influenciam os preços das ações, está o início da safra de balanços do terceiro trimestre. A perspectiva positiva justifica em parte o bom desempenho das ações da Petrobras, que divulga resultados nesta quinta e para os quais as estimativas são positivas. Ao final do pregão, os papéis da estatal tiveram altas de 0,48% (ON) e 1,33% (PN). O mesmo raciocínio serve para os bancos, que tiveram entre os destaques as units do Santander (+2,09%), Itaú Unibanco (+1,42%) e Bradesco PN (+0,86%).

Com o resultado desta quarta, o Ibovespa passa a contabilizar alta de 2,69% na semana e de 2,67% no acumulado de outubro. Na última segunda-feira (21), véspera da votação da reforma da Previdência no Senado, os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 372,290 milhões na B3. Naquele dia, o Ibovespa fechou em alta de 1,23%, aos 106.022,28 pontos, com giro financeiro de R$ 18,8 bilhões, em dia de vencimento de opções sobre ações. Em outubro, os investimentos estrangeiros registram um saldo negativo de R$ 11,117 bilhões.

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