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Em live de IstoÉ, Doria diz que Bolsonaro mostra “face de um vírus”

Em live de IstoÉ, Doria diz que Bolsonaro mostra “face de um vírus”

(Arquivo) O governador de São Paulo, João Doria - AFP

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi o primeiro a participar da série de lives que será promovida pela Istoé nas próximas semanas. No bate-papo com o diretor de redação Germano Oliveira nesta segunda-feira (18), ele revelou como tem sido o combate à Covid-19 no estado. O governador também criticou bastante a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Nas investigações que analisam se houve ou não interferência de Bolsonaro nas atividades da Polícia Federal, o gestor estadual criticou duramente o presidente. “Que Bolsonaro é esse? Que prometeu durante a campanha que não faria os atos condenáveis do passado e hoje pratica exatamente esses atos. Este é o Jair Bolsonaro que talvez muitos não conheciam e agora se apresenta com sua nova face, a face de um vírus”, critica.

Sobre as manifestações do último domingo (17), Doria considerou “lamentável” que em mais um fim de semana tenha ocorrido protestos estimulando a volta de um regime autoritário.

Outro ponto de destaque foi um possível decreto presidencial para volta do comércio e das atividades. Ao ser questionado sobre o assunto, Doria disse que, caso a medida seria contra a Constituição.

“É inconstitucional! O Supremo Tribunal Federal já declarou que dentro da constitucionalidade que essa decisão cabe aos governadores”, frisou. “Nós vivemos em uma república federativa, não é uma república bolsonarista”, completou.

Em relação a volta das atividades no estado, o governador disse que a pandemia “vai passar”, mas no momento as decisões, principalmente econômicas, estão sendo retomadas gradualmente.

Doria revelou que o governo federal ainda nãos destinou os recursos para o estado previstos pelo Congresso. “É uma decisão do Congresso Nacional. […] Já deveria ter destinado o recurso para os estados. O recurso é vinculativamente para o tratamento da Saúde, para salvar vidas, não é para pagar o custeio dos estados”, critica.

O governador classificou a postura do presidente como “criminosa” por segurar os recursos. Além disso, Doria questionou o Ministério da Saúde após pedido feito pelo governo estadual requisitando 200 respiradores.

“O governo federal disse há cerca de um mês e meio que tinha 5 mil respiradores. Onde estão esses respiradores?[…] São Paulo não recebeu nenhum respirador e temos 46 milhões de pessoas aqui. Mais de 5 mil pessoas mortas e São Paulo nada recebeu. Por quê?”, completou.

“Será que o senhor [Bolsonaro] não preza a vida dos brasileiros aqui de São Paulo? Será que eles merecem ser hostilizados e abandonados pelo senhor? Por uma causa ilegítima de ordem partidária, ideológica”, questionou.

Sobre um possível pedido de impeachment, Doria disse que cabe ao Legislativo analisar e dar início ao processo contra o presidente.

Com relação a candidatura presidencial em 2022, o chefe do Executivo estadual disse que o momento não é de fazer campanha e sim de focar no combate ao novo coronavírus.

 

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