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Em fim de mandato, Trump amplia ações de desrespeito às Nações Unidas

Presidente americano negocia venda de armas para a Arábia Saudita e concede perdão a mercenários condenados por matarem civis no Iraque

Em fim de mandato, Trump amplia ações de desrespeito às Nações Unidas

O presidente Donald Trump criticou o orçamento da Defesa por não responder a seus pedidos de pôr fim a proteções a empresas de mídia social, um tema não relacionado com o Departamento da Defesa - AFP/Arquivos


As atitudes do presidente americano Donald Trump em seus últimos dias no cargo seguem suscitando críticas internas e mantém sua cartilha de desrespeito a recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU) que marcou todo o seu mandato.

O Departamento de Estado dos EUA autorizou uma nova venda de equipamentos militares no valor de US$ 290 milhões para a Árabia Saudita, mesmo após o presidente eleito Joe Biden ter anunciado que suspenderia a negociação para forçar os sauditas a fechar um acordo de paz com o Iêmen.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardeia a capital do país, Sanaa, desde 2014, disputando o controle da região com os rebeldes houthis.

A Organização das Nações Unidas, por meio do escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários, informou que mais de 230 mil pessoas morreram nos seis anos de conflitos na região, predominantemente vítimas dos ataques militares, escassez de alimentos e falta de serviços médicos.

Em seus últimos dias de governo, Trump tem aproveitado para conceder perdões a aliados e condenados pela Justiça, até mesmo réus confessos como seu ex-conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn, que admitiu ter mentido ao FBI durante o processo que investiga a suposta interferência russa na eleição presidencial de 2016 – pleito em que Trump foi eleito. Um desses perdões viola tratados internacionais, segundo a ONU.

A ONU também se pronunciou sobre um desses perdões, concedido a ex-funcionários da Blackwater, empresa de segurança privada que participou na Guerra do Iraque. Atuando na prática como mercenários, os membros da Blackwater foram condenados por matar civis iraquianos, o que contraria a Convenção de Genebra, conjunto de regras internacionais que obriga os países a responsabilizar criminosos de guerra em conflitos militares, mesmo quando atuam como agentes terceirizados.

Os quatro homens “perdoados” por Trump abriram fogo em uma praça lotada em Bagdá e mataram 14 civis desarmados. Pela ação, haviam sido condenados em 2007. A Blackwater é de propriedade do irmão do secretário de Educação de Trump.“Perdoar os funcionários da Blackwater é uma afronta à justiça e às vítimas do massacre da Praça Nisour e suas famílias”, afirmou Jelena Aparac, presidente do grupo da ONU que analisa a participação de mercenários em conflitos globais.

“Esses indultos violam as obrigações dos EUA de acordo com o direito internacional e prejudicam o direito humanitário e os direitos humanos em nível global.”

 

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