Brasil

Em entrevista, Bolsonaro diz que exagerou ao chamar estudantes de “idiotas úteis”

Em entrevista, Bolsonaro diz que exagerou ao chamar estudantes de “idiotas úteis”

O presidente Jair Bolsonaro fala durante un ato na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, em 20 de maio de 2019 - AFP

Neste domingo (26), em entrevista à Record, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) declarou que exagerou ao chamar de “idiotas úteis” manifestantes que estavam nas ruas contra cortes de verbas para a educação no dia 15 de maio. Ele também disse, no mesmo dia, que os estudantes eram “massa de manobra” e manipulados por uma minoria. Agora, para ele, o correto é chamá-los de “inocentes úteis”.

“Eu exagerei, concordo, exagerei. O certo é inocentes úteis. São garotos inocentes, nem sabiam o que estavam fazendo lá. Na teoria, usa-se a inocência das pessoas para atingir o objetivo. Uma vez atingido, as primeiras vítimas são exatamente essas pessoas. Então, a garotada foi na rua contra corte na educação. Não houve corte, houve contingenciamento. Eu deixei de gastar, não tirei dinheiro”, afirmou Bolsonaro.

“Nós sabemos que a juventude tem um peso muito grande nessas manifestações. Agora me desculpem, mas foram usados por esses professores. A minoria não tem o compromisso de fazer com que esses jovens sejam, lá na frente, bons profissionais, bons empregados ou bons patrões”, completou o presidente.

Bolsonaro esteve, no domingo (26), no Rio, onde participou do casamento do filho Eduardo Bolsonaro e, por isso, não participou dos atos a favor de seu governo. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, 156 cidades em todo o Brasil registraram manifestações pró-governo.