Em entrevista a Míriam Leitão, Alckmin critica excesso de partidos

Coluna: Coluna do Mazzini

Leandro Mazzini é jornalista graduado na FACHA, no Rio, e pós-graduado em Ciências Políticas pela UnB. Iniciou carreira em 1996 em MG. Foi colunista do Informe JB, da Gazeta Mercantil, dos portais iG e UOL. Apresentou programas na REDEVIDA de Televisão e foi comentarista da Rede Mais/Record Minas. De Brasília, assina a Coluna Esplanada em jornais de capitais e é colunista do portal da Isto É.

Em entrevista a Míriam Leitão, Alckmin critica excesso de partidos

Geraldo Alckmin
Geraldo Alckmin Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em entrevista a Míriam Leitão, que vai ao ar nesta quarta-feira, dia 13, em edição especial do programa ‘GloboNews Miriam Leitão’, às 23h, o vice-presidente Geraldo Alckmin fala sobre a reforma ministerial.

“Eu defendi a entrada no governo, tanto do Republicano quanto do PP porque é importante a governabilidade. Infelizmente, nós temos 30 partidos no Brasil e 20 com representação no Congresso Nacional. Essa fragmentação parlamentar é muito ruim. Isso com o tempo vai melhorar. A cada eleição sobe a cláusula de desempenho. Vai diminuindo. Por que chegamos a esse ponto? Lá atrás, foi feita uma consulta ao TSE: ‘se eu criar um partido novo pode mudar de partido?’ E a resposta do judiciário foi: ‘pode e tem portabilidade, leva o dinheiro, leva o tempo de televisão’ Resultado: 30 partidos”, ressalta Alckmin.

Ao ser questionado se não há garantia nenhuma de que republicanos e o PP votem com o governo, Alckmin concorda. “É verdade. E os partidos estão enfraquecidos. Quando você tem uma fragmentação partidária muito grande, por falta da Reforma Política. Se tivesse feito a Reforma Política lá atrás não teríamos 20 partidos. Eu defendo a Reforma Política. Você ter menos partidos, partidos mais programáticos, mais claros. Agora, enquanto isso não ocorre, você precisa ter governabilidade. Em nenhum partido você vai ter unanimidade. Até porque como os partidos estão enfraquecidos, as pessoas acham que se elegeram com o prestígio pessoal”, diz.