Em depoimento, Bolsonaro nega fraude em certificado de vacina

SÃO PAULO, 16 MAI (ANSA) – O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento nesta terça-feira (16) à Polícia Federal sobre as fraudes nos cartões de vacinação contra a Covid-19 dele e de sua filha, Laura, e negou que tivesse dado ordens para as falsificações.   

O caso envolve o ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid, que está preso desde o início do mês ao lado de outras cinco pessoas. Ao longo do depoimento, que tem 12 páginas, Bolsonaro foi questionado sobre todas as pessoas identificadas no esquema e se as conhecia.   

Já sobre as fraudes, o ex-presidente afirmou que não determinou e nem sabia das alterações falsas nos certificados e disse não saber quem acessou o computador da Presidência, no Palácio do Planalto, para alterar o cadastro no ConecteSUS.   

O político reafirmou que não se vacinou, nem sua filha, e que não teria motivos para emitir os certificados falsos para entrar nos Estados Unidos. Ainda ressaltou que Laura declarou na entrada da alfândega que não havia sido vacinada, já que tinha 12 anos e não era obrigada à imunização pelas regras norte-americanas.   

Os documentos que comprovavam a vacinação foram impressos para a viagem do dia 27 de dezembro, quando embarcou para os EUA. Em todos os momentos, Bolsonaro afirmou que não sabia de nada desse esquema e que soube do caso pela imprensa.   

Ainda nesta semana, no próximo dia 17, Mauro Cid irá depor à PF sobre o esquema. (ANSA).