O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse nesta terça-feira (20) que o governo norte-americano voltaria a tarifar ainda mais os países europeus em caso de uma possível retaliação do bloco. O presidente americano Donald Trump inicialmente anunciou tarifas a oito países do continente, válidas a partir de fevereiro, enquanto não se resolver a questão da Groenlândia.
“As trocas mútuas de tarifas resultariam numa conversa de Trump com Von der Leyen presidente da Comissão Europeia, como da última vez. Os EUA são aliados da Europa e do Reino Unido, isso não significa que não se possa discordar, mas não muda o fundamental de que os EUA sabem quem são seus aliados”, disse Lutnick durante um painel no Fórum Econômico Mundial de Davos. Para ele, as discussões tarifárias terminarão “de uma maneira razoável”.
Lutnick também criticou a atuação do Federal Reserve (Fed) na política monetária, ao afirmar que a situação econômica dos EUA permite uma taxa de juros menor. Ele avalia que os EUA são os maiores credores do mundo e por isso não deveriam ser expostos a juros tão altos. “Vamos crescer 5% neste trimestre e cresceríamos até 6% com juros menores”, projetou Lutnick, que também afirmou que a economia dos EUA irá crescer mais de 5% no primeiro trimestre deste ano.
Ele credita esses números às políticas econômicas adotadas pela gestão Trump. Segundo Lutnick, a política de globalização falhou em entregar um mercado de livre-comércio no mundo, o que para ele justifica a defesa das medidas tarifárias do presidente norte-americano.
“O fato é que a globalização deixou os Estados Unidos e nossos trabalhadores para trás”, disse Lutnick. “Com os EUA em primeiro lugar podemos ter políticas que impactam nossos trabalhadores e nossas fronteiras. Não deveríamos ser dependentes de ninguém porque isso é fundamental para nossa soberania”.