Em cartaz com ‘Aluga-se um Namorado’, Eri Johnson defende humor sem palavrão

Em entrevista à IstoÉ Gente, ator comemorou volta do espetáculo e destacou a importância dos vínculos familiares

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Eri Johnson Foto: Reprodução/Instagram

Conhecido por sua coleção de papéis na televisão e teatro, Eri Johnson, 64, abriu o jogo sobre uma possível aposentadoria e afirmou que o rumo de sua carreira já está “combinado” com Deus. Em entrevista à IstoÉ Gente, o astro foi sincero ao traçar uma conexão espiritual entre a fé, sua arte e até possíveis arrependimentos.

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“Olha, eu vou ser muito sincero. Tudo que está acontecendo na minha vida, tudo que vem acontecendo na minha vida, eu combinei com Deus”, comentou, bem-humorado. “Eu só tenho gratidão, muita gratidão. Eu tenho consciência e certeza de ter muita coisa boa pela frente”, continuou, esclarecendo que não tem planos de desacelerar.

Inspirado, Eri ainda fez um balanço de seus mais de 40 anos de carreira e comentou de onde vem sua paixão pela atuação. “É no palco que eu me sinto mais próximo de Deus”, apontou. O ator também não descartou mudar de opinião sobre retornar às novelas, afirmando que apesar de não ter interesse em nenhum papel no momento, ele está preparado.

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A postura também se estende a um possível casamento. Divorciado desde 2017, após o fim do matrimônio com Alice Souto, Johnson brincou: “Eu não quero mais, mas vai que ela apareça e fale: ‘Amor, meu sonho é casar’. Aí eu falo: ‘Estou contigo'”.

“Aluga-se um Namorado” após três décadas

Atualmente, o ator está no ar em “Hipertensão” (1987), primeira novela da carreira de Eri que está sendo reprisada no Globoplay Novelas. Paralelamente, o artista está de volta aos palcos com a clássica “Aluga-se Um Namorado”, montagem que ele estrelou há mais de 20 anos.

Com Juliana Knust, Betty Erthal, Raymundo de Souza, João Lima Junior e Marcondes Oliveira no elenco, Johnson é o único que já estrelou a produção sobre relações familiares e conta que está animado com o projeto.

Eri Johnson – Reprodução/Instagram

“É uma comédia que eu tenho maior orgulho em fazer porque ela atinge exatamente o que eu considero ser primordial, que é a família. O respeito pelo filho, o respeito pelo pai, pela mãe”, explica. “De lá para cá, eu, sinceramente, não encontro nenhuma comédia semelhante. Ela fala de amor de uma maneira muito engraçada e coerente.”

Segundo o ator, uma produção pode ser engraçada mesmo sem palavras obscenas. “Eu acho que o grande barato dela é que não tem nenhum palavrão. E isso pode significar muito pouco para alguns, mas, para mim e para muitos, significa muito.”

“A comédia não precisa ter palavrão para assimilação, de jeito nenhum. Acho que nós, que fazemos teatro há muitos anos, temos que levar alguma coisa para o espectador. Mais do que entretenimento, mais do que gargalhada, eu gosto muito da com qualidade, não da quantidade.”

A montagem, que aborda os vínculos familiares, a importância da convivência e da valorização da família, é um reflexo das próprias relações do famoso. “Meus pais estão no céu, mas eu tenho como se eles estivessem por aqui”, reflete.

“Tem muita coisa que meu pai me ensinou, que minha mãe me ensinou e que eu uso. Tem muito erro que eu falo: ‘Caramba, não foi isso que eles me ensinaram'”, continua.”Família, para mim, tem a de casa e a da rua. E a gente consegue familiares [além dos de sangue]. Eles são, verdadeiramente, o grande porto seguro.”

*Estagiária sob supervisão