Comportamento

Em busca do turista perdido

Segundo especialistas internacionais, o Brasil terá que reduzir riscos de contágio, seguir à risca os protocolos de segurança e investir em comunicação para trazer os turistas internacionais de volta ao País

Crédito: Istock

Apesar de suas belezas naturais, o Brasil nunca realizou totalmente seu potencial turístico. A pandemia deve complicar ainda mais essa situação: segundo especialistas internacionais, a competição entre os destinos será ainda mais acirrada na retomada e a imagem do País no exterior criará dificuldades para o setor. Segundo Gloria Guevara, CEO do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), será essencial reconquistar a confiança do turista. “As pessoas estão ansiosas para viajar. Resorts e hoteis devem treinar suas equipes e informar ao hóspede sobre os protocolos de segurança”, afirma. Para Gloria, a imagem negativa provocada pela reação do Brasil à pandemia pode ser revertida com uma comunicação eficiente. “Nenhum país estava preparado para a pandemia, é um aprendizado geral. No Brasil, o setor público e privado precisam se unir para reduzir o risco de contágio e fazer essa informação chegar ao turista”, afirma. “A disputa entre destinos ficou ainda mais acirrada.”

Na estrada

O setor público aposta em um projeto integrado para gerar empregos na área. “Temos que reduzir a ideologia e a burocracia, ampliando pilares da educação, inteligência, negócios e inovação”, defende Vinicius Lummertz, secretário de Turismo do Estado de São Paulo. Hoje, milhares de profissionais aguardam a reabertura do País e a volta das contratações no setor. “A velocidade dessa retomada vai depender do fluxo dos viajantes”, afirma Lucila Quintino, diretora da consultoria de Recursos Humanos Hotel Consult. Para Jean-Philippe Monod de Froideville, executivo do Expedia Group, plataforma de viagens que engloba marcas como Hoteis.com e Trivago, o Brasil deve investir em produtos turísticos atraentes e campanhas publicitárias. “O poder de decisão está totalmente nas mãos do turista”, afirma. Segundo ele, o turismo local pode ser beneficiado. “No curto prazo, as pessoas vão viajar mais de carro, evitando longas viagens de avião. Isso pode ser positivo para o mercado interno brasileiro”, afirma o executivo, que vê o futuro com otimismo. “O setor vai se recuperar por uma simples razão: o mundo ama viajar.”

“O setor vai se recuperar por uma simples razão: o mundo ama viajar” Jean-Philippe Monod de Froideville, executivo do Expedia Group


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