ROMA E BRUXELAS, 12 JUL (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quarta-feira (12) retirar o país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em meio à cúpula de chefes de Estado e de Governo da entidade, em Bruxelas, na Bélgica.
Em portas fechadas, Trump ameaçou retirar os EUA da OTAN caso os países aliados não aumentassem, imediatamente, seus esforços e gastos em defesa militar.
De acordo com fontes locais, o republicano voltou a atacar a Alemanha, até diante de líderes de outros países, e em tom mais agressivo do que já vinha fazendo nos últimos dias, quando acusou Berlim de ser “prisioneira energética” da Rússia.
A ameaça de Trump levou a uma reunião extraordinária em Bruxelas para discutir o tema e a uma coletiva de imprensa para explicar a situação.
Diante dos jornalistas, o republicano, porém, disse que “os membros da OTAN demonstraram estar de acordo em aumentar a contribuição” em gastos militares, a qual deve ser de “US$ 33 bilhões a mais, vindo de vários países, com exceção dos EUA”.
“Eu poderia sair da OTAN, mas não será necessário após o aporte de US$ 33 bilhões extras dos aliados”, comentou. “Acredito na OTAN. Todos os membros concordaram em aumentar os gastos em defesa a níveis nunca vistos antes. A OTAN está mais forte que ontem”, disse Trump.
Entenda o caso: Desde que tomou posse como presidente, em janeiro de 2017, Trump exige que os aliados da OTAN aumentem suas despesas militares, alegando que os EUA pagam para manter a entidade de maneira desproporcional. Em 2014, os membros da OTAN tinham fixado uma cota de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para gastos militares, meta alcançada somente por três países europeus até agora: Grécia, Estônia e Reino Unido.
Outras quatro nações se aproximaram da meta, mas não cumpriram: Letônia, Polônia, Lituânia e Romênia. Os 21 países restantes, incluindo o Canadá, estão longe da cota de 2%. A Itália, por exemplo, destina 1,15% do PIB para gastos militares. Diante da situação, Trump começou a exigir nos últimos dias que essa meta seja aumentada para 4% do PIB. (ANSA)