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Em áudio, Deltan diz que juíza se comprometeu a sentenciar caso de Lula

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Deltan Dallagnol deixou a Lava Jato (Crédito: AFP)


O procurador Deltan Dallagnol, então coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, disse em um áudio a colegas que conversou com a juíza Gabriela Hardt sobre o processo do sítio de Atibaia (SP), em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era réu. As informações são do UOL.

No áudio, ele conta que encontrou com a juíza e perguntou a respeito do processo de Lula e Hardt teria dito que ele seria sentenciado, o que de fato aconteceu menos de um mês depois.

Segundo a reportagem, a defesa de Lula diz que as mensagens mostram que “os procuradores queriam a qualquer custo impor uma nova condenação” ao ex-presidente, e que “a pressão foi atendida com a sentença”.

Hardt havia assumido a ação como substituta após a saída de Sergio Moro. Ainda de acordo com o UOL, a defesa do ex-presidente ainda disseram que os procuradores do MPF (Ministério Público Federal) temiam uma mudança no andamento dos processos da Lava Jato assim que fosse definido o novo titular da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Nas conversas, Deltan diz aos colegas que havia tido um encontro com Hardt: “Perguntei dos casos né, perguntei primeiro do caso do sítio, se ela ia sentenciar”.


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De acordo com o procurador, a magistrada teria mostrado uma pilha de papel com uma cópia das alegações finais da defesa de Lula no processo do sítio, com cerca de 1.600 páginas, e que tinha outros “500 casos”.

“Que horas eu vou fazer isso aqui? Só se eu vier aqui e trabalhar da meia-noite às seis”, teria dito a juíza, de acordo com Deltan, que contou aos colegas que ela estava sobrecarregada, mas que iria “sentenciar o sítio”.

Em nota, o MPF disse que “é legítimo e legal que membros do Ministério Público despachem com juízes, como advogados fazem” e que “a eventual preocupação com a demora do julgamento dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo pessoas beneficiadas pela prescrição reduzida em razão da idade, como o ex-presidente Lula, demonstra zelo pelo interesse público”.

O MPF também que diz não reconhecer “o material criminosamente obtido por hackers que tem sido editado, descontextualizado e deturpado para fazer falsas acusações sem correspondência na realidade, por pessoas movidas por diferentes interesses que incluem a anulação de investigações e condenações”

Os diálogos apresentados nesta quinta-feira (4) pela defesa de Lula ao STF (Supremo Tribunal Federal) foram extraídos de mensagens obtidas por meio de um ataque hacker, alvo da Operação Spoofing.

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