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Eleições acirram tensão entre Bolívia e Argentina

Eleições acirram tensão entre Bolívia e Argentina

Presidente argentino, Alberto Fernández - AFP

Os laços entre a Bolívia e a vizinha Argentina se tensionaram neste sábado (17), véspera das eleições bolivianas, e parte da fronteira comum será fechada por ordem de um governador crítico ao ex-presidente Evo Morales.

O governo da Argentina tem relações tensas há meses com a presidente transitória da Bolívia, Jeanine Áñez, por conceder refúgio a Morales, mas a situação se agravou ainda mais com a chegada de legisladores argentinos para observar as eleições.

Um deputado do governo argentino teve problemas na sexta-feira à noite com agentes de imigração no aeroporto que serve La Paz, onde as autoridades tentaram negar sua entrada no país.

Além disso, a região sul de Tarija anunciou neste sábado que manterá fechada a fronteira com a Argentina no domingo, em meio a notícias de que Morales estaria na área de fronteira para tentar retornar ao país andino.

“Houve uma corrente de desinformação indicando que deputados argentinos haviam sido detidos, isso nunca aconteceu”, disse o ministro do Interior da Bolívia (interior), Arturo Murillo, sobre o ocorrido com o legislador do governo argentino Federico Fagioli, ao chegar ao aeroporto que serve La Paz.

Embora Fagioli tenha finalmente sido autorizado a entrar na Bolívia, país para o qual viajou a convite de líderes do partido de esquerda de Morales, a princípio os agentes de imigração o instaram a retornar à Argentina.

“Sim, o senhor Fagioli, deputado argentino, foi informado de que não era bem-vindo à Bolívia, por favor, retorne a seu país”, admitiu Murillo, detalhando que a razão é que tentou entrar como turista e não como observador eleitoral.

Além disso, Fagioli teria “mentido” aos agentes de imigração ao afirmar que era sua primeira visita à Bolívia, apesar de ter estado no país andino em 2019, acrescentou.

Fagioli “mentiu duas vezes, em qualquer parte do mundo isso é crime”, disse Murillo.

O deputado chegou com outros três parlamentares da esquerda argentina convidados a observar as eleições pela presidente do Congresso, Eva Copa, do Movimento pelo Socialismo (MAS) de Morales.

Murillo disse que Fagioli finalmente teve permissão para entrar a pedido do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia e da missão de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Ao mesmo tempo, o governo de Tarija anunciou que a fronteira com a Argentina será fechada no domingo, por decisão do governador Adrián Oliva, crítico de Morales, em meio a relatos de que o ex-presidente boliviano estaria em uma cidade vizinha do lado argentino.

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