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Eleição Vasco 2020: ‘A base é a galinha dos ovos de ouro do Vasco’, diz Sérgio Frias

Candidato da chapa 'Aqui é Vasco' é o quinto e último personagem da série de entrevistas do LANCE! com os postulantes a presidente do Vasco na eleição do próximo dia 7

Eleição Vasco 2020: ‘A base é a galinha dos ovos de ouro do Vasco’, diz Sérgio Frias

O LANCE! finaliza, nesta sexta-feira, à tradicional série de entrevistas com os candidatos à presidência do Vasco na eleição marcada para o dia 7 de novembro. São as mesmas perguntas para os cinco postulantes. Por ordem alfabética, o quinto entrevistado é Sérgio Frias, que concorre pela primeira vez. Ele representa a chapa “Aqui é Vasco”.

Por que ser presidente do Vasco?
Ser presidente do Vasco para mim, nesse momento, é poder oportunizar ao clube, que ele tenha, novamente, uma noção de enfrentamento. Uma noção de preceitos institucionais definidos. A busca por fazer com que o Vasco seja não só ouvido, como volte a liderar o esporte como um todo, basicamente o futebol. E que, com isso, a torcida do Vasco volte a ter novos momentos de alegria e novas conquistas.

Como obter recursos para um cenário pós-pandemia ou ainda de pandemia?
Através da noção para o mercado, para possíveis investidores e parceiros, de que o Vasco está coeso politicamente, está resolvendo problemas dos mais diversos, de uma maneira que não fira o princípio da continuidade administrativa e, também, focado em fazer os pagamentos hoje devido a seus credores. Colocar os salários em dia e manter a visão institucional da sua grandeza através desses parceiros.

O que acha do desempenho atual do time?
O time tem bons jogadores, falta um melhor alicerce, mas o conjunto pode ser obtido com a chegada de um novo treinador. E o apoio de todos aqueles que fazem parte não só da comissão técnica do clube, como da direção e da própria torcida do Vasco. Por mais que seja impedida a ela, hoje, de dentro do estádio, dar a sua força e seu grito para o time.

Como avalia a estrutura física das sedes do clube? Do Calabouço ao CT.
Em relação ao CT de Duque de Caxias, está hoje numa situação melhor no sentido de que algumas obras têm sido feitas lá. O outro CT, através de um esforço absolutamente elogiável da torcida do Vasco, está em vias de ser, durante a próxima administração, de quem quer que seja o presidente, ser finalizado. No que diz respeito a São Januário há, na minha ótica, uma demanda para aumento da capacidade de público, independentemente de uma reforma. No que diz respeito a Sede Náutica e ao Calabouço, obras outras devem ser feitas porque nesse período (mandato de Alexandre Campello), não houve o mesmo cuidado, mesmo zelo, ocorrido no período anterior (mandato de Eurico Miranda). São duas sedes que precisam ser trazidas para o torcedor do Vasco como opções de lazer e de prática de esporte.

Como administrar a dívida do Vasco?
Administra-se a dívida do Vasco obtendo-se crédito, comprovando através do crédito que se paga aquilo que se deve; tornando dívidas que são de curto prazo em dívida de médio e longo prazo com credibilidade de pagamento dos acordos; obtendo novas receitas; e trazendo à tona para o mercado a visibilidade do Vasco como um clube coeso politicamente, como eu já disse, e administrativamente confiável.

Como obter investimentos para o futebol?
Obtém-se investimentos para o futebol através de uma receita que advém de dinheiro novo; através da possibilidade de parceiros entenderem no Vasco um local, um clube em que se possa investir nessas parcerias; e pela busca que o Vasco tenha menos problemas de ordem financeira no que diz respeito a opções de má gestão. Por exemplo: uma demissão em massa de funcionários que atrapalhe o valor de dívida, essa dívida cresce. A questão dos salários atrasados… tudo isso leva (a uma má impressão). Porque no meio do futebol, os jogadores e as comissões técnicas se conversam. Se um clube ele é notório em atrasar salários, é muito difícil você trazer atletas para irem para esse clube. Se nos primeiros seis meses de gestão você demonstra que mudou a forma de se pensar o clube, a forma de se executar as questões inerentes ao futebol, você vai trazer investimento para o futebol normalmente.

Como será a relação com a base? Mais investimentos? Será possível fazer melhores vendas ou manter revelações?
No que diz respeito aos investimentos, eles devem crescer na medida do possível. Porque a base é a galinha dos ovos de ouro do Vasco. A base ela nos traz a possibilidade tanto de ganho técnico quanto futuro ganho financeiro. A manutenção dos atletas é possível dentro de um programa em que se tenha a visão de valorização desses atletas ao longo do tempo, ao longo dos anos. E as vendas devem ser melhoradas com a presença do atleta em campo cada vez mais e uma percepção, tanto do mercado quanto dos clubes que podem vir a investir nisso, de que a base do Vasco obtém resultados na própria base e obtém resultados na equipe profissional que a destacam como um possível parceiro, como possível ponto de negociação para esses clubes. Não à toa, o Vasco, desde 2015, resolveu revolucionar aquilo que vinha acontecendo na base e obteve duas vendas: uma que superou a outra, no sentido de maiores vendas do século. A do Douglas Luiz, em 2017, e do Paulinho, em 2018, deixadas pela administração que saiu do clube em janeiro de 2018 (de Eurico Miranda).

Você entende que a intensidade da política do Vasco atrapalha o desempenho esportivo do clube? E como será daqui para frente?
A intensidade da má política no Vasco, sim. Da política como um todo, não. Se a política do Vasco tiver a ideia de convergir todos os seus atores, pelo bem do Vasco, pelo bem da instituição, a política é absolutamente saudável. O que não pode acontecer é uma política destrutiva no Vasco. Normalmente dentro de um métier político conturbado, as ações internas e os comentários – e, hoje, tudo se sabe através das mídias sociais -, podem, sim, influenciar no desempenho de uma equipe de futebol. É muito difícil blindar isso. Não que não haja possibilidade, mas é difícil blindar o futebol disso. E o futuro do Vasco, a partir de agora, volto a dizer, que os grupos e atores políticos devem pensar primeiro na instituição, primeiro no Vasco. Se eu vou tomar uma atitude que vai atrapalhar a harmonia, eu tenho que ter a percepção de que ou essa harmonia ou é uma harmonia que está sendo ruim para os interesses do Vasco. Quer dizer: pode ser uma harmonia díspar daquilo que o Vasco precisa de fato ou, se ela é uma harmonia que me desagrade em alguma coisa, mas tenha lastro com aquilo que se entende melhor para o Vasco, que se mantenha essa harmonia. É basicamente isso.

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