Com saídas de Kim e Paulo Serra, eleição em SP se polariza entre Tarcísio e Haddad

Desistências de Serra e Kataguiri abrem caminho para disputa entre Republicanos e PT, enquanto França busca forçar 2º turno

Montagem IstoE
O governador de SP, Tarcísio de Freitas (esquerda) e Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda do governo Lula (direita) Foto: Montagem IstoE

As desistências de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) da disputa pelo governo de São Paulo reconfiguram o cenário eleitoral paulista. Com as convenções partidárias a menos de um mês, a eleição de outubro pode ser polarizada entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), os únicos pré-candidatos de partidos com representação na Câmara dos Deputados a manter suas postulações ao Palácio dos Bandeirantes.

O que aconteceu

  • A eleição para o governo de São Paulo ganha contornos de polarização com a saída de pré-candidatos.
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) emergem como os principais nomes na disputa.
  • Márcio França (PSB) avalia nova candidatura para forçar um eventual segundo turno e desgastar o atual governador.

A quase ausência de outros nomes de peso além dos partidos nanicos no pleito para o maior estado do país, segundo especialistas, eleva as chances de uma definição já no primeiro turno. Este cenário é particularmente relevante dado que Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com folga as pesquisas de primeiro turno, o que acende um alerta entre as demais forças políticas.

Para conter uma possível vitória antecipada de Freitas, o ex-ministro Márcio França (PSB) retomou as conversas com lideranças petistas. O objetivo central é explorar a possibilidade de uma terceira candidatura, utilizando o argumento de que sua presença no pleito seria crucial para estender a disputa para um segundo turno.

França era inicialmente considerado o principal articulador para compor a chapa de Fernando Haddad (PT) como vice. Contudo, essa configuração foi revista após Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) começarem a despontar na corrida pelas duas vagas ao Senado por São Paulo, diminuindo o espaço para essa aliança específica na chapa majoritária.

A estratégia de França e Haddad

A nova estratégia, atualmente em debate entre graduados petistas e a cúpula do Partido Socialista Brasileiro (PSB), sugere que Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB) realizem uma “dobradinha” nos debates e nas redes sociais. O propósito seria desgastar Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual governador e candidato à reeleição, fragilizando sua posição junto ao eleitorado paulista. Márcio França já começou a sinalizar esse movimento, intensificando as críticas públicas a Freitas em suas plataformas digitais.

A movimentação política em São Paulo demonstra a complexidade das alianças e o peso estratégico do estado no cenário nacional, com as principais legendas buscando redefinir suas táticas para a corrida eleitoral.