Edição nº2564 14/02 Ver edições anteriores

Eixo da PF

FORÇA A PF fortalecerá suas atuações no Paraná, em São Paulo, no Rio e no Distrito Federal (Crédito: Denis Ferreira Netto)

À frente da Polícia Federal, o novo diretor Maurício Valeixo definiu com o ministro da Justiça, Sergio Moro, o fortalecimento de suas ações a partir de quatro centros: Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Esses são os locais nos quais se concentram as principais investigações dos crimes relacionados à corrupção. Antes de assumir a direção da PF, Valeixo foi o superintendente no Paraná. Atuou ao lado de Sergio Moro nas investigações da Lava Jato. O Paraná ganha relevância não apenas por ser a origem do novo diretor. Mas porque a Lava Jato prossegue e deverá ser concluída em algum momento da era Jair Bolsonaro. Além disso, desde o Banestado, a PF do Paraná especializou-se na apuração de crimes de lavagem de dinheiro.

Brasília

A capital federal do país ganha relevância pelos casos que envolvem autoridades do governo e políticos. E São Paulo e o Rio porque por lá os casos se desdobram, no envolvimento do empresariado e também na investigação das cúpulas do crime organizado. O trabalho da PF deverá aprofundar a apuração da relação entre o crime de colarinho branco e o crime tradicional.

Lavagem

As conexões se dão pelos esquemas de lavagem de dinheiro. As lavanderias usadas pelo crime são muitas vezes as mesmas usadas pela corrupção. Se conectam e se misturam. E muito do que deverá se ver nos próximos meses nas apurações da PF irá nessa direção. Na mesma linha, a PF afinará mecanismos de cooperação internacional.

TSE e Interpol

Mateus Bonomi / AGIF

Enquanto Valeixo assume a PF, seu antecessor, Rogério Galloro, inicia os trabalhos como assessor da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber. Galloro tinha convites para novos cargos na linha de investigação, mas preferiu o posto mais calmo no tribunal. Há quem especule que seja para ter mais tempo de preparar uma candidatura à Presidência da Interpol.

Rápidas

* Com as mudanças no desenho administrativo imaginado pelo governo Bolsonaro, os Ministérios estão ocupando seus novos espaços na Esplanada. Chama a atenção o superministério da Economia, que se espalha por três blocos diferentes.

* O governo quer acabar com a quantidade de prédios alugados por Brasília, boa parte deles percententes ao empresário Luiz Estevão, preso por corrupção na penitenciária da Papuda. Com o enxugamento, acredita que isso será possível.

* Mas, curiosamente, há um prédio vazio na própria Esplanada dos Ministérios. Trata-se do Bloco O, que fica exatamente ao lado do edifício onde despacha o ministro da Economia, Paulo Guedes. Está desocupado desde 2016.

* Ali funcionou em outros tempos o Comando do Exército e a Secretaria de Assuntos Estratégicos. Hoje, não há nada ali. O prédio precisa de reformas. O governo ainda não anunciou que destino dará a ele.

Retrato falado

“Causou-me surpresa ser criticada por defender o meio ambiente” (Crédito:Luis Ortiz/Clasos/LatinContent/Getty Images)

Na quarta-feira 16, a modelo Giselle Bündchen usou as redes sociais para responder à ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em uma entrevista, a ministra ironizou a modelo, dizendo que “em vez de meter o pau”, ela devia ser embaixadora da pasta para promover as ações na área ambiental. “Acredito que produção agropecuária e conservação ambiental precisam andar juntas”, escreveu Giselle. Elegante, ela aceitou o desafio da ministra:“Torço para divulgar ações positivas nesse sentido”.

Frustrações

Na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, comenta-se que certa euforia no período de transição acabou por gerar frustrações quando o governo caiu na real após a posse. O próprio ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tinha chegado a declarar a ISTOÉ na virada do ano que o governo se iniciaria com uma série de medidas de desburocratização e mudanças de regras que dariam mais agilidade e segurança jurídica aos empreendimentos. Acabou que nada disso foi ainda anunciado. Integrantes da equipe afirmam que quando foram verificar na prática as mudanças que pensavam esbarraram num cipoal legal. Havia questões legais e mesmo implicações fiscais e tributárias.

Mais tempo

Tais mudanças não estão descartadas, mas sua elaboração vai demorar. Constatou-se que entre a vontade e a necessidade de se fazer, há obstáculos a serem superados. Houve certa afoiteza, talvez falta de experiência. As áreas do grande ministério ainda não foram totalmente ocupadas.

Toma lá dá cá

Deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) (Crédito:Divulgação)

O fato de ser deputado de primeiro mandato não vai atrapalhar a função de líder do governo na Câmara?
O contexto agora é outro. A renovação foi muito grande (nas eleições) devido ao desejo de mudança na política. O governo chega com credibilidade. É mais fácil construir uma relação com um parlamentar que não participou da política tradicional. Tenho experiIência. Estou na Câmara há quatro anos como consultor legislativo.

No ano passado, quando não era deputado, o senhor foi contra a reforma da Previdência de Temer. E agora?
Contra aquela reforma. Porque identificava que a legitimidade do ex-presidente foi se degradando pelas denúncias de corrupção.

Doria em Davos

NEWTON MENEZES/FUTURA PRESS

Além do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Sergio Moro, outro brasileiro deve ser estrela no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Trata-se do governador de São Paulo, João Doria. Ele parte para a Suíça neste domingo 20 com o objetivo de atrair capital estrangeiro para colocar em prática seu pacote de desestatização. Volta na quinta 24.

Privatizações

Doria vai expor a investidores internacionais o plano do governo de São Paulo “Meu objetivo prioritário é a atração de investimentos internacionais”, afirmou. O governador tem 11 encontros agendados com potenciais investidores em áreas como farmacêutica e automobilística. Ele fala aos integrantes do Fórum no mesmo dia que Bolsonaro, 23.

Voto impresso

Divulgação TSE

A polêmica sobre o voto impresso poderá gerar uma despesa para a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, que ela não esperava. A empresa que faria o módulo impresso chegou a trabalhar na criação do modelo, e cobra o pagamento de metade do custo que teria o serviço: R$ 2,3 milhões.


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