Eduardo Paes entra na fila para ser vice de Lula

Petista já fechou aliança com presidente do PSD, e prefeito do Rio está no radar eleitoral

Eduardo Paes entra na fila para ser vice de Lula

O prefeito carioca Eduardo Paes quer ser vice na chapa de Lula da Silva à Presidência. Aos holofotes, desmentirá. Mas ‘dono’ do PSD, seu partido, Gilberto Kassab avaliza. E Lula, muito amigo de Paes, avalia com especial atenção.

Paes tem reuniões com o diretório do PT nesta semana. É por esse motivo que o prefeito tem repetido a próximos, nos últimos dias, que não sabe se vai disputar o Governo do Estado do Rio de Janeiro ano que vem, apesar de surgir como favorito em pesquisas (não divulgadas).


Movimentos recentes do prefeito já indicavam esse cenário. Para abrir caminho em tratativas com partidos do Rio e não ficar refém de Valdemar da Costa Neto – caso se afaste do cargo ano que vem – Eduardo Paes tentou emplacar o vice-prefeito Nilton Caldeira (PL) no Tribunal de Contas do Município. Mas o PL e o vice não toparam.

Hoje no terceiro mandato como prefeito, Eduardo Paes teve uma ascensão meteórica nos últimos 15 anos. Um deputado federal tucano de baixo-clero até 2007, alçado à fama eleitoral pelo ex-prefeito Cesar Maia – de quem foi secretário – foi tirado do limbo na Câmara pelas mãos do então governador Sérgio Cabral e lançado a prefeito.

A tabelinha de Cabral e Paes – eleito em 2008 pelo PMDB e depois reeleito – abriu portas de Brasília para o alcaide, que caiu no gosto do então presidente Lula da Silva. A proximidade das agendas oficiais e extraoficiais consolidaram uma amizade entre o carioca e o petista – a ponto de o prefeito telefonar para Lula, numa ligação que vazou, ironizando o petista por ser o suposto dono do sítio em Atibaia (SP).

Apontado como o suposto ‘Nervosinho’ na tabela do empreiteiro Marcelo Odebrecht, em delação do próprio na operação Lava Jato, por suspeita de receber R$ 10 milhões, Paes acredita que o STF vai arquivar seu processo por falta de provas e excesso de prazos.

O prefeito se afastou do ex-governador Sérgio Cabral, cuja prisão preventiva no âmbito da Operação Lava Jato pode completar cinco anos em novembro. Ele segue detido no Complexo Penitenciário de Bangu.





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Sobre o autor

Leandro Mazzini começou a carreira jornalística em 1996. É graduado em Comunicação Social pela FACHA, do Rio de Janeiro, e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. A partir de 2000, passou por ‘Jornal do Brasil’, ‘Agência Rio de Notícias’, ‘Correio do Brasil’, ‘Gazeta Mercantil’ e outros veículos. Assinou o Informe JB de 2007 a 2011, e também foi colunista da Gazeta. Entre 2009 e 2014 apresentou os programas ‘Frente a Frente’ e ‘Tribuna Independente’ (ao vivo) na REDEVIDA de Televisão, em rede, foi comentarista político do telejornal da Vida, na mesma emissora e foi comentarista da Rede Mais/Record TV em MG. Em 2011, lançou a ‘Coluna Esplanada’, reproduzida hoje em mais de 50 jornais de 25 capitais e interior Foi colunista dos portais ‘UOL’ e ‘iG’ desde então, e agora escreve no blog que leva seu sobrenome no portal da ‘Revista Isto É’, onde conta com o trabalho dos jornalistas Walmor Parente, Carolina Freitas e Sara Moreira, além de correspondentes no Rio e Recife. É também comentarista das rádios ‘JK FM’ em Brasília, ‘Super TUPI’, do Rio, e ‘Rádio Muriaé’.


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