A deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, é alvo de uma investigação relacionada a um protesto realizado na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), em janeiro de 2026. O episódio envolve suspeitas de invasão do prédio e arremesso de pés de frango contra funcionários e professores da entidade.
O caso está sob apuração do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Justiça paulista. Entre os investigados também está o vereador Kleber Ribeiro (PL), de Guarulhos, que participou da manifestação.
Segundo os relatos registrados em boletim de ocorrência, o grupo teria adotado comportamento agressivo durante o protesto, provocando tumulto e colocando em risco a integridade física das pessoas presentes.
Protesto ocorreu na sede do sindicato dos professores
O episódio aconteceu em 14 de janeiro de 2026, na sede central da Apeoesp, localizada na Praça da República, no centro da capital paulista.
Na ocasião, Eduarda Campopiano, que exercia mandato de vereadora em Praia Grande, teria participado da manifestação acompanhada de aproximadamente 14 pessoas.
O grupo protestava contra o reajuste do piso salarial nacional do magistério, cujo percentual ainda não havia sido oficialmente anunciado.
De acordo com testemunhas, os manifestantes passaram a dirigir palavras de ordem e expressões ofensivas ao sindicato, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A situação teria provocado discussões entre os integrantes do grupo e os profissionais que estavam no prédio.
Boletim de ocorrência relata arremesso de pés de frango
Conforme o registro policial, a manifestação ganhou contornos mais hostis quando objetos, especialmente pés de frango, foram lançados na direção de funcionários da entidade.
Eduarda Campopiano e Kleber Ribeiro são apontados nos relatos como participantes do episódio.
O boletim de ocorrência descreve uma situação de tumulto e constrangimento, além de mencionar risco à integridade física das pessoas presentes.
A ocorrência foi registrada no 3º Distrito Policial, na região de Campos Elíseos, e passou a integrar a apuração sobre uma possível violação de domicílio.
Os investigadores buscam esclarecer as circunstâncias da entrada do grupo na sede sindical e identificar a eventual responsabilidade individual dos envolvidos.
Apeoesp denunciou episódio e pediu investigação
Após a manifestação, a Apeoesp repudiou a conduta atribuída ao grupo e defendeu a responsabilização dos participantes caso sejam comprovadas irregularidades.
A entidade afirmou que funcionários, dirigentes e professores precisaram agir para conter o avanço dos manifestantes e retirá-los das dependências do sindicato.
A deputada estadual Professora Bebel (PT), dirigente da Apeoesp, também criticou o episódio e defendeu que as autoridades investigassem os acontecimentos.
O sindicato considera que a manifestação ultrapassou os limites de um protesto político e representou uma tentativa de intimidação de seus integrantes.
Quem é Eduarda Campopiano?
Eduarda Campopiano foi eleita deputada estadual por São Paulo nas eleições de 2026, pelo Partido Liberal (PL).
Aos 23 anos, a política ganhou projeção nas redes sociais por suas posições conservadoras e críticas ao feminismo e a pautas defendidas por movimentos progressistas.
Antes de conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Campopiano exercia mandato de vereadora em Praia Grande, no litoral paulista.
Nas eleições deste ano, recebeu aproximadamente 1,96 milhão de votos, tornando-se a candidata mais votada para deputada estadual no estado.
Investigação busca esclarecer responsabilidade dos envolvidos
O procedimento relacionado ao episódio tramita na Justiça paulista e envolve a apuração de possível violação de domicílio.
A investigação deverá avaliar os registros policiais, os relatos de testemunhas e outros elementos disponíveis para determinar se houve prática de crime.
A existência de investigação não representa condenação nem comprovação das acusações atribuídas à deputada eleita ou aos demais participantes.
Até a divulgação das informações sobre o caso, não havia sido localizada manifestação pública da defesa de Eduarda Campopiano ou de Kleber Ribeiro especificamente sobre os fatos investigados.
O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos dos envolvidos.
Da IstoÉ