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O estado em ruínas

A resposta desastrosa de Jair Bolsonaro à pandemia, que já provocou quase 80 mil óbitos e mais de 2 milhões de casos, evidencia o desmantelamento do Estado. O mandatário enfraquece os ministérios, os serviços públicos e as instituições. Saúde, Meio Ambiente, Educação, Assistência Social e Cultura são algumas das áreas que enfrentam paralisia e desmanche. O Judiciário e órgãos de controle também são afetados. Sócios do fracasso ao preencherem diversas funções-chave na gestão, os militares são cada vez mais questionados. O dilema das Forças Armadas, que estão sendo engolfadas na crise, ficou patente na manifestação do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, em live da ISTOÉ. Para ele, os fardados estão se associando a um genocídio no combate à Covid-19, junto com o presidente, que pode responder no Tribunal Penal Internacional ao praticar ações negacionistas e anticientíficas. Isso aumenta a pressão de oficiais da ativa pela separação da imagem do Exército e do governo.

A destruição da educação

O discurso ideológico de Jair Bolsonaro na área da Educação, enquanto era tão somente palavras, parecia nada mais que uma fala de alguém retrógrado, moralista e reacionário — um amontoado de estultícias. Quando aqueles que levam democraticamente a sério a Educação vislumbraram que o discurso poderia se tornar uma possibilidade, aí veio o medo. Agora a possibilidade virou fato — e dá pânico. Bolsonaro impôs oito nomes ao Conselho Nacional de Educação (CNE) em substituição aos integrantes que estão com o quadriênio de seus mandatos vencendo. O critério de escolha desprezou experiência e conhecimento técnicos, e prevaleceram, isso sim, as afinidades de ideologia. Mais: os indicados são na maioria seguidores do filósofo de internet Olavo de Carvalho e compõem o espólio do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub – aquele que trocava o nome do consagrado escritor Franz Kafka por “kafta” e achava que “acepipes” é sinônimo de asseclas.

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