Brasil

Queiroz preso

Em setembro do ano passado, uma repórter perguntou ao advogado Frederick Wassef onde estava Fabrício Queiroz, o executor do esquema das rachadinhas no gabinete do senador Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro e que estava sendo procurado pela Justiça carioca. Com a maior cara de pau, Wassef respondeu não saber. O advogado representa não só o filho do presidente no caso das rachadinhas e em denúncias de enriquecimento ilícito, como também advoga para o próprio mandatário. Porém, quando a polícia de São Paulo chegou, às 6h da madrugada da quinta-feira, 18, ao sítio de Wassef em Atibaia, interior de São Paulo, pegou o criminalista na mentira. Queiroz dormia tranquilamente em um dos amplos quartos da casa da sede da propriedade, que servia, ainda, de escritório de fachada para o advogado quando ele precisava de sossego em São Paulo.

Eles estão morrendo, e daí?

No momento em que se enfrenta a mais grave crise de saúde em cem anos, uma catástrofe de proporções inéditas em nossa história, uma parte expressiva da população brasileira se mostra relaxada antes do tempo, inconformada com as restrições impostas pelo estado de calamidade e desconectada da realidade. É um grupo que não se incomoda com as mortes em massa e engrossa um coro de insensatos cuja voz mais potente vem da Presidência da República. Vê-se, Brasil afora, pessoas fazendo festinhas, bailes, invadindo hospitais, atacando pessoas que homenageiam vítimas da doença, agredindo fiscais sanitários ou mesmo indo fazer compras supérfluas e criando aglomerações desnecessárias.

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