Brasil

O dia depois de amanhã

O Brasil está entre os países que responderam de forma menos eficiente à pandemia. O custo econômico será alto. Assim como não há um plano consistente de combate, também falta um planejamento para a retomada econômica, o que levará a uma recuperação mais lenta e difícil. Enquanto alguns segmentos cresceram e outros vão retomar suas atividades depois da crise, outros precisarão se reinventar.

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O serviço secreto pessoal do presidente

Bolsonaro montou um serviço secreto pessoal de informações para proteger seus filhos, parentes e amigos e que conta com relatos diários de integrantes da milícia do Rio de Janeiro. Esse núcleo clandestino recebe informes também de policiais civis, militares e federais de todo o Brasil, alinhados com sua doutrina de extrema direita. A estrutura ilegal funciona como uma Abin paralela, e é típica de governos autoritários, como aconteceu na Alemanha de Adolf Hitler, que montou a Gestapo e a SS para a sua proteção pessoal e ataque aos inimigos. Paralelamente ao seu serviço secreto particular, Bolsonaro está agora aparelhando a PF, com o objetivo de unir a estrutura dos órgãos oficiais (Abin, PF e GSI) ao sistema ilegal, que atua nos subterrâneos da política: a ideia é ter os dois grupos integrados na defesa de seus interesses pessoais, e, ao mesmo tempo, perseguir os adversários.

Poderes em guerra

O Brasil está na iminência de um cataclismo político. A guerra entre os poderes da República intensificou-se nos últimos dias e ganhou contornos dramáticos. Aumentou o risco de uma ruptura institucional com consequências imprevisíveis. Está em andamento uma disputa sem tréguas entre o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF) para ver quem impõe sua lei e não há o mínimo sinal de conciliação. Diante das vontades ditatoriais do presidente Jair Bolsonaro de controlar a Polícia Federal para proteger os filhos e a si mesmo e de estimular fake news e campanhas difamatórias contra desafetos, há uma reação vigorosa do Judiciário, que tenta conter a ameaça despótica e manter a ordem. Mas o filho 03 do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), já declarou, em tom definitivo, que a ruptura democrática, cedo ou tarde, vai acontecer. “Não é mais uma opinião de se, mas de quando”, anunciou em live no canal Terça Livre, do blogueiro Allan dos Santos.

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