PANDEMIA * 2020

É evidente que esse homem está doente

O presidente está com tosse. E Jair Bolsonaro com tosse é como um Frank Sinatra às avessas. É desagradável e desafinado. Alguma coisa está acontecendo e, seja o que for, Bolsonaro estava pelo menos resfriado no domingo 19, quando fez seu mais recente discurso golpista em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília. Ninguém que não esteja doente perde o controle da tosse daquele jeito, a ponto de abandonar um discurso. Foi uma tosse seca e incontida, como outras que ele tem soltado em seus passeios. Não foi um engasgo. Sem qualquer preconceito com a tosse, algo que pode ser confundido com o contágio pelo coronavírus nesses tempos de pandemia, a de Bolsonaro passou dos limites. No mínimo ele sofre de uma infecção leve. Anda mais abatido e inchado.

Até aonde ele quer ir?

Isolado politicamente e acuado pela crise econômica e sanitária, o presidente Jair Bolsonaro desafia ainda mais os Poderes. Tenta atrair os militares para seu plano autoritário. Promoveu seu ataque mais ousado contra a ordem democrática no último domingo, 19, quando apoiou manifestações pelo País que pediam a intervenção militar e um novo AI-5. “Não queremos negociar nada. Agora é o povo no poder”, discursou em frente ao QG do Exército, em Brasília. A escalada golpista exige resposta das instituições e da sociedade. Há 24 pedidos de impeachment no Congresso, assim como ações no STF para barrá-lo.

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