Brasil

PANDEMIA * 2020

Escolas, e agora?

Na área da educação, o distanciamento social, mais que necessário para conter a disseminação do novo coronavírus, cobra um preço muito alto dos alunos, dos pais e dos responsáveis pelas instituições de ensino, sejam elas privadas ou públicas. Faça-se a ressalva, no entanto, que por mais complicada que a situação tenha ficado, ela é irrisória diante da prioridade de salvar vidas. Em São Paulo, por exemplo, o colégio Piaget é um entre as tantas escolas particulares que optaram pelo método de aulas online, na ausência das presenciais, com o conteúdo didático sendo repas-sado via tecnologia. No segundo dia de isolamento, os seus setecentos alunos foram direcionados para uma nova ferramenta: a vídeo-aula. E é assim, atrás da tela do computador, que os professores tentam a melhor forma de adaptação.

Esperança de cura

Estamos todos na corda bamba. Com a pandemia, o medo da morte voltou a ser um sentimento social imediato e baseado na realidade. O risco de ser infectado pelo coronavírus e tornar-se um caso grave ou de ver seu semelhante doente traz grande insegurança e expõe a fragilidade humana. De uma hora para outra, todos se tornaram iguais diante da ameaça da enfermidade. E o que resta para todos é a empatia, a capacidade de compreender emocionalmente o sofrimento alheio, que permite que os indivíduos se coloquem na pele dos outros e entendam uma experiência terrível que pode ser fatal. Hoje, em média, 5,8% das pessoas que contraem a Covid-19 não resistem.

Elas vieram para ficar

O uso de máscaras é um caminho sem volta. E não se trata apenas de um uso de emergência para proteção individual, mas de uma estratégia de segurança coletiva, que fará com que as pessoas, daqui para frente, se protejam mutuamente. Seus efeitos imediatos, impedir o lançamento de aerossóis respiratórios e gotículas de saliva emquem está por perto e filtrar parcialmente o ar que se respira, contribuem para conter o avanço da doença ediminuem sua velocidade de contágio. No Japão, uma das razões para a pandemia de coronavírus estar sob relativo controle é o uso generalizado do equipamento. No Brasil e em outros países verifica-se uma mudança cultural e a recomendação das autoridades de saúde é que sejam usadas em espaços públicos e em situações de convívio social que envolvam filas e aglomerações.

A República triunfou

Luiz Henrique Mandetta tornou-se o pivô da maior crise já enfrentada pelo governo Bolsonaro. O presidente tentou demiti-lo na segunda-feira, 6. Mas, ao invés de sair, ele recebeu o apoio do Congresso, do Judiciário, do núcleo militar do Planalto e dos principais ministros. Num cordão de isolamento histórico que redesenhou o quadro político em Brasília, saiu fortalecido e o presidente perdeu ainda mais a sustentabilidade.

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