Um ignorante irresponsável

Se Jair Bolsonaro tiver ou não coriza assim que deixar a Presidência da República, isso é problema dele. Mas Bolsonaro não é dono de seu nariz enquanto ocupar o mais alto cargo do Poder Executivo do País. No domingo 15, contrariando ordens da OMS para que se evitem aglomerações, ele combinou ignorância e irresponsabilidade ao participar de manifestação em Brasília contra o Congresso Nacional e o STF, protesto que, ao juntar gente, inevitavelmente facilitou a disseminação do coronavírus (é inacreditável mas o presidente interino da Anvisa, Antonio Barra Torres, fez dupla com o capitão). Vinte e quatro horas depois, Bolsonaro demonstrou que a sua atitude pode ter origem em causas bem mais graves, a julgar pelas declarações ilógicas que ele fez circular, exibindo um comportamento alheio à realidade. O “mito” parece dar sinais de alienação e deixa transparecer que pode estar sofrendo, eventualmente, de incapacidade e perturbações psicológicas.

O esteio institucional do País

Os líderes que tocam o Brasil para frente são Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre, presidente do Senado que testou positivo para coronavírus, e Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal. Nessa linha de frente de lideranças acrescente-se o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e os governadores João Doria, Wilson Witzel e Romeu Zema. Estão citados, aqui, autoridades envolvendo os poderes Legislativo e Judiciário, Ministério e administração estadual. E o presidente da República, o representante máximo da Nação? Pois é, ele está (teoricamente) no cargo há quatrocentos e quarenta e um dias (contados desde a posse até a quarta-feira 18), mas a sua presença ou nada é, literalmente, nada – ou, melhor, antes fosse nada, seguindo-se o antigo ditado de que “muito ajuda quem pouco atrapalha”.

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